Moçambique deu um passo decisivo na sua agenda de industrialização com o anúncio da inauguração, em 2026, da nova Fábrica de Grafite de Nipepe, no Niassa. O projecto, apresentado pelo Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, marca um ponto de viragem no modelo económico do país, que passa a apostar na transformação industrial dos seus recursos dentro do território nacional.
Durante o comício em que fez o anúncio, o Chefe de Estado afirmou que a unidade industrial representa uma mudança estrutural no posicionamento económico do país, rompendo com décadas de dependência da exportação de matéria-prima.
No seu discurso, Chapo sublinhou:
“A futura Fábrica de Grafite de Nipepe será inaugurada em 2026. Representa um passo decisivo na construção de um país que já não se limita a extrair o seu subsolo, mas que transforma as suas riquezas dentro das suas próprias fronteiras.”
O Presidente reforçou que Moçambique entra agora numa fase em que a industrialização passa a ser motor de geração de valor, emprego e tecnologia.
Grafite: um mineral estratégico para a economia global
Chapo destacou o papel do grafite como um recurso crítico para sectores de alto crescimento, sobretudo nas cadeias globais da transição energética — um mercado em forte expansão.
“O grafite é hoje um mineral estratégico, essencial para baterias, dispositivos de alta precisão e equipamentos eléctricos que movem a transição energética mundial.”
Ao transformar o mineral localmente, Moçambique reforça:
a sua posição no mercado internacional;
a atracção de investimento estrangeiro;
o dinamismo dos sectores de logística, construção, comércio e serviços.
Niassa deixa de ser apenas potencial e torna-se protagonista
A unidade industrial está integrada no Plano Nacional de Industrialização Agregada, que visa descentralizar o crescimento económico e criar polos industriais fora dos grandes centros.
Segundo o comunicado:
“A unidade industrial assumirá um papel estruturante no novo ciclo económico nacional — um ciclo em que Niassa deixa de ser apenas detentor de potencial e passa a ser protagonista da industrialização do país.”
O impacto estimado inclui:
aumento do emprego para jovens;
surgimento de novas empresas locais;
fortalecimento do empreendedorismo;
maior circulação de bens e serviços na região.
Reassentamento concluído e desenvolvimento social garantido
O Presidente sublinhou que o projecto avança com respeito total pelas comunidades abrangidas.
“O bairro de reassentamento já está concluído, garantindo habitação condigna, acesso aos serviços básicos e inclusão segura neste processo de desenvolvimento.”
O Governo reafirma que nenhum investimento estratégico será implementado à margem da protecção social.
A inauguração da fábrica, prevista para 2026, confirma a orientação estratégica do Governo: transformar recursos em valor acrescentado e fortalecer a economia nacional através de cadeias de processamento interno.
O documento oficial conclui:
“O Governo reafirma a sua prioridade: um Moçambique que produz, transforma e prospera — um país que faz das suas riquezas o motor da sua própria história.”