O olhar económico sobre o futuro de Moçambique.

Indústria Extractiva deverá crescer 4,4% com entrada de novas concessões

A Primeira-Ministra apresentou as projecções do PESOE 2026, indicando que a Indústria Extractiva deverá crescer 4,4%, impulsionada pelo aumento da produção de carvão, areias pesadas, ouro e rubis, bem como pela entrada em funcionamento de novas concessões e infra-estruturas energéticas. Destacou também a operação da unidade integrada de gás em Inhassoro, que reforçará a segurança energética. As projecções incluem exportações de 8,4 mil milhões USD, crescimento económico de 2,8% e investimento directo estrangeiro acima de 5,8 mil milhões USD. O sector extractivo continuará a ser fundamental para receitas, logística e confiança dos investidores.

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A Primeira-Ministra apresentou esta quarta-feira, na Assembleia da República, as projecções económicas do Governo para 2026, destacando que a Indústria Extractiva deverá crescer 4,4%, impulsionada pelo aumento da produção de carvão, areias pesadas, ouro e rubis, bem como pela entrada em operação de novas concessões e infra-estruturas energéticas.

Durante a sessão dedicada à apreciação da Proposta do Plano Económico, Social e Orçamento do Estado (PESOE 2026), a governante sublinhou que o sector continuará a desempenhar um papel decisivo para a estabilidade macroeconómica e o aumento das exportações.

“Prevemos que este sector alcance um crescimento na ordem de 4,4%, influenciado pelo aumento da produção e pelo início de actividade de novas concessões mineiras”, afirmou a Primeira-Ministra.

Novas concessões e produção mineira impulsionam o crescimento

Segundo a líder do Executivo parlamentar, o desempenho da Indústria Extractiva em 2026 será dinamizado pelo reforço da produção de minerais estratégicos e pela consolidação de operações recém-atribuídas.

“O aumento da produção de carvão, areias pesadas, ouro e rubis, aliado ao início de actividade de novas concessões, terá impacto directo na expansão do sector e das receitas do Estado”, destacou.

O Governo considera que o crescimento do sector extractivo trará efeitos multiplicadores para logística, transportes, indústria transformadora e receitas fiscais.

Infra-estrutura integrada de gás entra em funcionamento em Inhassoro

A Primeira-Ministra anunciou igualmente que a infra-estrutura integrada de GPL, gás natural e petróleo leve, localizada em Inhassoro, província de Inhambane, entrará em funcionamento em 2026 — um investimento estratégico que deverá reforçar a segurança energética e abrir novas oportunidades industriais.

“A entrada em operação da infra-estrutura integrada de gás contribuirá para o aumento da oferta de combustíveis, para a diversificação da base energética e para o surgimento de novas actividades económicas associadas”, explicou.

Segundo o PESOE 2026, a unidade terá impacto directo na capacidade de processamento e distribuição de gás ao nível nacional, além de apoiar operações de refinação e armazenamento.

Projecções macro-económicas para 2026: exportações e investimento em alta

A Primeira-Ministra deu também a conhecer as metas macro-económicas do Governo para 2026, destacando a relevância do sector extractivo para a consolidação fiscal e para a melhoria da posição externa do país.

“Estimamos que as exportações de bens atinjam cerca de 8,4 mil milhões de dólares norte-americanos, impulsionadas pelo desempenho dos mega-projectos e das concessões mineiras”, disse.

O Governo prevê ainda:

  • crescimento económico de 2,8% em 2026;

  • reservas internacionais líquidas de 3,2 mil milhões USD;

  • investimento directo estrangeiro superior a 5,8 mil milhões USD;

  • crescimento da agricultura (2,5%), pescas (3,6%) e construção (3,2%).

“Este aumento do investimento será influenciado, sobretudo, pelos projectos estruturantes nos sectores de energia e hidrocarbonetos”, afirmou.

Sector extractivo permanece central na estratégia económica

O Executivo defende que o dinamismo esperado no sector extractivo em 2026 reforçará:

  • a estabilidade macroeconómica;

  • o aumento das receitas fiscais;

  • o desenvolvimento de zonas mineiras;

  • o surgimento de novas cadeias logísticas e industriais;

  • a confiança dos investidores internacionais.

“Estamos comprometidos com uma gestão responsável das concessões, garantindo transparência, fiscalização e benefícios concretos para o país e para as comunidades”, concluiu a Primeira-Ministra.