O olhar económico sobre o futuro de Moçambique.

Reabilitação da EN6 vista como chave para dinamizar economia regional

A reabilitação da Estrada Nacional Número 6 (EN6) é considerada decisiva para dinamizar a economia regional, ao reforçar o corredor da Beira, vital para o comércio com Zimbabwe, Zâmbia e Malawi. O Plano Operacional de Intervenção prevê melhorias na transitabilidade, redução de custos logísticos e maior eficiência nas cadeias de abastecimento. O sector privado destaca o impacto económico da obra, inserida numa estratégia nacional de valorização dos corredores logísticos. A recuperação da via deverá aumentar o volume de carga transportada e consolidar Moçambique como hub logístico regional.

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A reabilitação da Estrada Nacional Número 6 (EN6) está a ser apontada como um passo decisivo para impulsionar a economia regional, ao reforçar a eficiência do Corredor da Beira, uma das principais rotas de escoamento de mercadorias no país.

A via, que liga o Porto da Beira aos países do hinterland, desempenha um papel central no transporte de carga para mercados como Zimbabwe, Zâmbia e Malawi, sendo determinante para a integração económica regional e o aumento da competitividade logística de Moçambique.

Com a implementação do Plano Operacional de Intervenção, espera-se uma melhoria significativa na transitabilidade, com impacto directo na redução dos custos de transporte, diminuição do tempo de viagem e maior previsibilidade nas cadeias de abastecimento.

A degradação da estrada vinha representando perdas económicas relevantes, afectando operadores logísticos, exportadores e importadores, além de comprometer a atractividade do corredor para o comércio internacional.

Sector privado destaca impacto económico da intervenção

O Director de Engenharia da Revimo, Vidigal Rodrigues, sublinhou a relevância económica da obra, ao afirmar que “o Corredor da Beira é muito importante, não só para o país, mas também para a região do hinterland”, evidenciando o papel da infra-estrutura no suporte ao comércio regional.

A aposta na reabilitação da EN6 insere-se numa estratégia mais ampla de valorização dos corredores logísticos, considerados fundamentais para estimular o investimento, facilitar o comércio transfronteiriço e aumentar a arrecadação de receitas.

Com melhores condições de circulação, o país posiciona-se como plataforma logística mais eficiente na região da África Austral, potenciando sectores como mineração, agricultura e indústria.

A recuperação da via deverá contribuir para o aumento do volume de carga transportada, maior fluidez no comércio e fortalecimento das relações económicas com países vizinhos.

Neste contexto, a EN6 consolida-se como um activo estratégico para o crescimento económico sustentável, reforçando o papel de Moçambique como hub logístico regional.