O olhar económico sobre o futuro de Moçambique.

Presidente da República defende maior cooperação entre Estado e sector privado para dinamizar a economia

O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu o reforço da cooperação entre Estado e sector privado como factor determinante para dinamizar a economia nacional. As declarações foram feitas em Maputo, durante audiência à nova direcção da Câmara de Comércio de Moçambique. O Chefe do Estado sublinhou que o desenvolvimento depende da criação de sinergias para fortalecer a produção, expandir exportações e melhorar a competitividade. A CCM apresentou como prioridade a capacitação dos produtores nacionais, alinhando se com a política do Governo de reduzir importações e aumentar a presença de produtos moçambicanos nos mercados.

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O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu o reforço da cooperação entre o Estado e o sector privado como um factor determinante para impulsionar o crescimento económico e fortalecer o empresariado nacional.

A posição foi manifestada durante uma audiência concedida, em Maputo, à nova direcção da Câmara de Comércio de Moçambique (CCM), num encontro centrado no papel do sector empresarial na dinamização da economia nacional.

Na ocasião, o Chefe do Estado sublinhou que o desenvolvimento económico do país depende da criação de sinergias entre o Governo e os empresários, com vista ao fortalecimento da produção, expansão das exportações e melhoria da competitividade da economia moçambicana.

“Vamos trabalhar juntos com o mesmo objectivo de desenvolver o empresariado moçambicano e reforçar as suas relações com empresários de outros países”, afirmou Daniel Chapo.

Produção nacional no centro da estratégia

Durante o encontro, o presidente da Câmara de Comércio de Moçambique, Lucas Chachine, apresentou a agenda da nova direcção da instituição, destacando como prioridade o fortalecimento da produção nacional e a melhoria da capacidade competitiva dos produtores moçambicanos.

Segundo explicou, a CCM pretende apostar na capacitação dos produtores para facilitar o acesso aos mercados formais e às cadeias de distribuição nacionais.

“Muitos produtores ainda não conseguem aceder às redes de distribuição de maior dimensão porque, em muitos casos, a qualidade da produção não responde às exigências dos grandes centros comerciais”, explicou o dirigente da CCM.

Redução das importações e aumento das exportações

A estratégia apresentada pela Câmara de Comércio está alinhada com a política económica do Governo, que pretende reduzir a dependência de importações e aumentar a participação de produtos nacionais nos mercados interno e externo.

De acordo com a instituição, a melhoria da qualidade da produção nacional poderá gerar maior valor económico, estimular a actividade empresarial e contribuir para o aumento das exportações.

O encontro evidenciou ainda a importância do sector privado como motor do crescimento económico, da criação de emprego e da geração de rendimento para os moçambicanos.

Nesse contexto, foi reiterado o compromisso de reforçar o diálogo entre o Governo e os empresários, com o objectivo de promover um ambiente de negócios mais competitivo, atrair investimento e consolidar a presença das empresas moçambicanas nos mercados internacionais.