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Gueta Chapo impulsiona transformação social com o programa “Empodera”

A Primeira-Dama de Moçambique apresentou em Nampula o programa Empodera, que reforça o combate à violência baseada no género e cria novas oportunidades para o desenvolvimento feminino.

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A Primeira-Dama de Moçambique, Gueta Selemane Chapo, lançou esta quarta-feira, na cidade de Nampula, o programa “Empodera”, uma iniciativa que marca uma nova fase nas políticas públicas de igualdade de género e inclusão social.

O projeto, coordenado pelo Ministério do Trabalho, Género e Acção Social, será implementado entre 2025 e 2029 em 63 distritos do país, com o objetivo de criar condições para que mulheres e raparigas possam desenvolver o seu potencial e participar plenamente na construção do futuro de Moçambique.

Um compromisso com dignidade e oportunidade

Durante o lançamento, Gueta Chapo destacou que a violência baseada no género continua a ser um dos maiores desafios sociais do país, com mais de nove mil casos registados apenas no primeiro semestre de 2025.

“Estes números representam vidas interrompidas, sonhos adiados. Precisamos de agir não só para punir, mas para prevenir, educar e transformar mentalidades”, afirmou.

A Primeira-Dama sublinhou que o Empodera vai além da assistência, propondo uma mudança estrutural de comportamentos e políticas, baseada em educação, sensibilização e empatia comunitária.

Empodera: um plano para resultados concretos

O programa pretende reforçar os serviços de prevenção e resposta à violência baseada no género, com metas ambiciosas até 2029:

  • 24 mil profissionais formados,

  • 51 centros de atendimento modernizados,

  • 13 mil sobreviventes apoiadas,

  • e 10 milhões de cidadãos sensibilizados em todo o país.

Gueta Chapo enfatizou que o sucesso do Empodera dependerá da coordenação entre instituições públicas, sociedade civil e comunidades locais, assegurando que cada moçambicano se torne parte ativa dessa transformação.

Educar para transformar

A líder moçambicana frisou que o combate à violência e à desigualdade exige um esforço coletivo e contínuo.

“Precisamos de um país que valorize o respeito e a empatia. Onde cada escola, cada lar e cada comunidade sejam espaços de segurança e dignidade”, defendeu.

O evento reuniu representantes do Governo, parceiros internacionais e organizações da sociedade civil, reforçando a ideia de que o desenvolvimento de Moçambique depende da força e da voz das suas mulheres.