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Ministério da Economia acelera reformas de facilitação do comércio

O Ministério da Economia dirigiu a Segunda Sessão do CNFC, avançando com reformas estruturantes para modernizar o comércio externo. A sessão aprovou instrumentos essenciais como o novo Regulamento do CNFC, a Matriz do AFC, o Balcão de Apoio ao Importador e a digitalização do Certificado SPS. Foram ainda discutidas soluções para os corredores de Ressano Garcia e Machipanda, visando reduzir congestionamentos e acelerar fluxos comerciais. As reformas reforçam competitividade, integração regional e apoio ao sector privado.

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O Governo acelerou esta quinta-feira o processo de modernização logística e comercial do país com a realização da Segunda Sessão Ordinária da Comissão Directiva do Comité Nacional de Facilitação de Comércio (CNFC), dirigida pelo Ministro da Economia, Basílio Muhate, em Maputo.
A sessão avaliou instrumentos essenciais para a implementação do Acordo de Facilitação do Comércio (AFC) da Organização Mundial do Comércio e para a melhoria da eficiência e previsibilidade no comércio transfronteiriço.

Criado em 2017, o CNFC é o órgão responsável por coordenar as reformas que permitem a Moçambique cumprir as suas obrigações internacionais em matéria de facilitação do comércio, reduzir custos operacionais e aumentar a competitividade da economia.

Reformas estruturantes em análise: digitalização, fronteiras e apoio ao importador

Durante a sessão, foram apreciados e deliberados diversos instrumentos considerados críticos para a modernização do sistema de comércio externo, incluindo:

  • Matriz das Provisões do Acordo de Facilitação do Comércio (AFC);

  • novo Regulamento do CNFC;

  • Fluxograma da Estratégia de Funcionamento do Balcão de Apoio ao Importador;

  • ponto de situação dos Postos de Fronteira de Paragem Única com Malawi e Zâmbia;

  • digitalização do Certificado SPS (sanidade animal e vegetal) e integração na Janela Única Electrónica;

  • Plano Temático e Calendário das Sessões do CNFC para 2026.

Estas reformas representam um avanço crucial na redução de custos e tempos de processamento para operadores económicos, reforçando a competitividade nacional no comércio regional e internacional.

Ressano Garcia e Machipanda: soluções para congestionamento e fluidez do tráfego

Um dos pontos mais debatidos foi a situação dos principais corredores de comércio do país.
O CNFC analisou os constrangimentos operacionais em:

  • Ressano Garcia, na fronteira com a África do Sul;

  • Machipanda, na fronteira com o Zimbabué.

Foi apresentada uma matriz de soluções de curto, médio e longo prazo que inclui:

  • melhorias nos fluxos de circulação de mercadorias;

  • reforço das equipas de fiscalização;

  • integração tecnológica entre serviços fronteiriços;

  • harmonização de procedimentos com países vizinhos;

  • aumento da capacidade física e digital dos postos.

O objectivo é reduzir tempos de espera, optimizar o transporte regional e assegurar maior eficiência na circulação de bens essenciais para o tecido produtivo.

Balcão de Apoio ao Importador: apoio directo ao sector privado

A sessão validou também o desenho operacional do Balcão de Apoio ao Importador, instrumento que visa:

  • orientar operadores económicos;

  • reduzir barreiras administrativas;

  • melhorar previsibilidade regulatória;

  • fortalecer o diálogo permanente entre Estado e sector privado.

O Ministério da Economia considera o Balcão essencial para apoiar a industrialização e o aumento do comércio formal.

Digitalização do comércio externo avança com Certificado SPS electrónico

Outro avanço importante é a digitalização do Certificado SPS, que passará a ser integrado na Janela Única Electrónica, eliminando procedimentos em papel e reduzindo riscos de atrasos e inconsistências.

A medida contribuirá para:

  • acelerar processos de importação e exportação;

  • reforçar a segurança sanitária;

  • melhorar a rastreabilidade de produtos agroalimentares.

CNFC: um mecanismo central de integração económica

A Comissão Directiva do CNFC, presidida por Basílio Muhate, integra:

  • Presidente da Autoridade Tributária;

  • Presidente da CTA;

  • Presidente da Comissão Técnica do CNFC;

  • representantes dos Ministérios da Agricultura, Ambiente e Pescas, Saúde, Transportes e Logística, Finanças, Economia e Interior;

  • associações privadas como Mukhero e CASIM;

  • parceiros de cooperação.

A amplitude institucional confirma a natureza transversal das reformas de facilitação do comércio, essenciais para a competitividade do país.

Ao encerrar a sessão, o Ministro da Economia sublinhou que a facilitação do comércio é uma condição central para o sucesso do programa Industrializar Moçambique, aumentando eficiência logística, reduzindo custos e permitindo que empresas nacionais integrem cadeias de valor regionais.

Com estas decisões, o Governo reforça o compromisso com uma economia mais aberta, integrada, moderna e orientada para o investimento privado.