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Matola expande terminal e eleva capacidade logística para 12 milhões de toneladas

A expansão do Terminal de Carvão da Matola vai elevar a capacidade anual de manuseamento de carga para 12 milhões de toneladas, após um investimento de 40 milhões USD. O Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, apelou a uma maior integração ferroviária para reduzir a dependência do transporte rodoviário e reforçar a competitividade regional. A obra integra o pacote de 2,2 mil milhões USD de investimentos no Corredor de Maputo, considerado um dos maiores programas logísticos público-privados do país.

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A conclusão das obras de expansão do Terminal de Carvão da Matola vai elevar a capacidade de manuseamento de carga dos actuais 8 milhões para 12 milhões de toneladas anuais, reforçando o papel de Moçambique como um centro logístico estratégico na região.

O investimento, estimado em 40 milhões de dólares, inclui a ampliação da área operacional para 157.760 metros quadrados, segundo o gestor do terminal, a empresa Grindrod. A finalização do projecto está prevista para 2027.

Governo defende maior integração ferroviária

Durante a cerimónia de inspecção às obras, o Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, destacou a necessidade de reverter a tendência crescente de transporte rodoviário de carga, actualmente responsável por grande parte do escoamento.

O ministro defendeu que o transporte ferroviário deve assumir maior protagonismo:

“Não é sustentável nem desejável que produtos como carvão e magnetite, cujo meio natural de transporte é o ferroviário, continuem a depender de camiões”, afirmou.

Matlombe sublinhou ainda que os Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) precisam continuar a investir em material circulante, manutenção e expansão da infraestrutura ferroviária, com foco na integração operacional entre a empresa, a Transnet, o Porto de Maputo e outros parceiros.

Terminal terá maior eficiência e melhor ligação logística

O ministro recomendou uma coordenação efectiva entre os gestores do Porto Industrial da Matola e os operadores logísticos, de forma a garantir planeamento físico adequado e acesso melhorado aos terminais.

“Todas estas soluções vão contribuir para uma maior eficiência das operações e consequente competitividade da região”, declarou.

Matlombe enfatizou que o desenvolvimento portuário deve estar alinhado a um sistema ferroviário funcional, destacando que o Governo está a trabalhar para garantir maior robustez em toda a cadeia logística.

Corredor de Maputo vive transformação estrutural

As obras fazem parte de um conjunto de intervenções em curso no Corredor de Maputo, considerado um dos maiores pacotes de investimento público-privado em Moçambique, com um valor acumulado de cerca de 2,2 mil milhões de dólares.

Segundo o ministro, este é um dos momentos mais significativos de modernização das infraestruturas portuárias e ferroviárias da região, destinado a aumentar a eficiência, competitividade e atracção de novos fluxos comerciais.