A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) realizou, na cidade de Xai-Xai, uma sessão de auscultação aos membros sobre o Plano Estratégico para o presente mandato, com o objectivo de recolher contribuições que enriqueçam o documento e fortaleçam o sector privado.
O plano visa criar um ambiente de negócios mais coeso, dinâmico, competitivo e sustentável, promovendo a atracção estratégica de investimentos e valorizando as empresas nacionais como protagonistas do crescimento económico.
O Plano Estratégico assenta em cinco pilares fundamentais:
- Reforço da capacidade institucional, coesão e representatividade;
- Criação de ambiente de negócios e clima de investimento competitivos;
- Desenvolvimento de infra-estruturas e serviços como fatores de competitividade;
- Fortalecimento das MPMEs e promoção do empreendedorismo;
- Promoção do Conteúdo Local e desenvolvimento do capital humano, com foco na valorização e capacitação dos recursos nacionais.
O Presidente do Pelouro de Promoção do Associativismo, Ética e Boa Governação, Abdul Razaque, destacou a importância do associativismo empresarial como ferramenta para dar voz colectiva aos empresários e criar melhores condições para crescimento e competitividade.
“Não será possível ter um CEP forte sem associações sectoriais fortes. Primeiro, precisamos de fortalecer as nossas associações empresariais”, sublinhou Razaque, salientando a importância da interação entre os CEPs para troca de experiências e fortalecimento das associações provinciais.
A Directora Executiva da CTA, Teresa Muenda, frisou o papel da confederação na articulação entre o sector privado e o sector público, nomeadamente no âmbito do Diálogo Público-Privado (DPP) e no processo de negociação do reajuste dos salários mínimos nacionais, recentemente lançado pela Ministra do Trabalho, Género e Acção Social, Ivete Alane.
“A CTA constrói-se a partir das bases, escutando os membros, compreendendo os desafios enfrentados pelas empresas e integrando as realidades locais na definição das prioridades nacionais”, afirmou Muenda.
O Presidente do CEP-Gaza reiterou a necessidade de coesão dentro da classe empresarial e manifestou total disponibilidade para cooperação com outros CEPs, fortalecendo a representatividade do sector privado em todo o país.