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Cahora Bassa gera 344 milhões USD e projecta crescimento de 7% em 2026

A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) registou receitas de 344 milhões USD e produção de 10.921 GWh em 2025, apesar das restrições hidrológicas na Bacia do Zambeze. A empresa entregou cerca de 300 milhões USD ao Estado e alcançou um resultado líquido de 112 milhões USD. Com projectos de modernização e expansão, incluindo a Central Norte e a Central Fotovoltaica, a HCB reforça a segurança energética nacional e regional. Para 2026, prevê crescimento superior a 7%, com produção estimada acima de 11.700 GWh.

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A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) registou, no exercício económico de 2025, receitas na ordem de 344 milhões de dólares e uma produção total de 10.921 GWh, num ano marcado por fortes constrangimentos hidrológicos na Bacia do Zambeze.

Apesar da redução dos níveis de armazenamento da albufeira, a empresa manteve o fornecimento regular de energia ao mercado nacional e regional, incluindo à Electricidade de Moçambique (EDM), à Eskom, à ZESA e ao mercado da Southern African Power Pool (SAPP), assegurando a estabilidade energética.

No mesmo período, a HCB alcançou um resultado líquido de 112 milhões de dólares e contribuiu com cerca de 300 milhões de dólares para o Estado moçambicano, através de impostos, taxas e dividendos, reforçando o seu papel como activo estratégico da economia nacional.

“A HCB alcançou receitas na ordem de 344 milhões de dólares e um resultado líquido de 112 milhões de dólares, o que reflecte uma gestão prudente dos recursos hídricos e financeiros. No mesmo ano de 2025, a empresa contribuiu com cerca de 300 milhões de dólares norte-americanos para o Estado moçambicano, por meio de impostos, taxas e dividendos, reforçando o seu papel como activo estratégico para a economia nacional e para a estabilidade energética do país”, afirmou o Presidente do Conselho de Administração, Tomás Matola.

Recuperação da albufeira e resiliência operacional

O ano foi marcado por uma das secas mais severas das últimas décadas, com os níveis de armazenamento a situarem-se em 26,01% no final da época chuvosa. Ainda assim, medidas de gestão permitiram uma recuperação para 27,23% até ao final de 2025, acima dos níveis registados no período homólogo anterior.

A empresa deu continuidade aos projectos de manutenção e modernização, incluindo a reabilitação da Central Sul e da Subestação Conversora do Songo, bem como iniciativas de expansão como a Central Norte e a Central Fotovoltaica, com vista ao aumento da capacidade de produção e diversificação da matriz energética.

As projecções para 2026 são positivas, com os níveis de armazenamento da albufeira a atingirem cerca de 56%, o que poderá permitir uma produção superior a 11.700 GWh, representando um crescimento estimado acima de 7%.

“Os resultados alcançados em 2025 demonstram a resiliência da HCB face a um contexto hidrológico exigente, bem como o nosso compromisso com a sustentabilidade operacional e com a criação de benefícios económicos e sociais para o país”, concluiu Tomás Matola.

Com estes indicadores, a HCB reforça a sua posição como um dos principais pilares da segurança energética e do desenvolvimento económico de Moçambique.