O olhar económico sobre o futuro de Moçambique.

Daniel Chapo quer fazer do turismo de golfe um novo pilar da economia nacional

O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu o turismo de golfe como novo pilar da economia nacional, durante a V Edição do Presidential Golf Day. A estratégia prevê transformar Inhambane em centro do turismo de golfe, com campos de excelência internacional e integração de praia, cultura e economia azul. O sector é visto como motor de atracção de investimento e criação de emprego inclusivo. Em 2025, Moçambique recebeu 1,2 milhão de turistas, consolidando a recuperação do sector e reforçando a confiança dos investidores internacionais.

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O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, defendeu uma aposta estratégica no turismo de golfe como um dos novos pilares da economia moçambicana, considerando que o sector possui capacidade para atrair investimento, gerar emprego, aumentar receitas e acelerar a diversificação económica do país. A visão foi apresentada durante a abertura da V Edição do Presidential Golf Day, First Lady Golf Classic e Kids Golf Series 2026.

A aposta surge numa altura em que o Governo procura reduzir a dependência da economia nacional em relação à indústria extractiva, promovendo sectores com maior capacidade de gerar valor acrescentado, emprego e oportunidades para as comunidades locais.

Daniel Chapo afirmou que o turismo deve deixar de ser visto apenas como uma actividade complementar para assumir um papel estruturante no crescimento económico nacional.

“É por isso que olhamos para o turismo não apenas como um sector económico, mas como uma plataforma de transformação nacional, capaz de gerar emprego, estimular o empreendedorismo, atrair investimento e fortalecer as nossas comunidades locais.”

Segundo o Chefe do Estado, o turismo apresenta uma das maiores capacidades de distribuição de rendimento na economia, beneficiando desde pequenos operadores até grandes investidores.

Golfe pode impulsionar investimento e criação de emprego

Para Daniel Chapo, o turismo de golfe representa uma oportunidade económica de elevado potencial, capaz de dinamizar diversos sectores produtivos.

“O golfe já não é apenas uma modalidade desportiva. É uma indústria global; um instrumento de promoção turística; um espaço de aproximação entre investidores e mercados.”

O Presidente destacou que esta indústria movimenta centenas de milhares de milhões de dólares por ano à escala mundial e produz efeitos positivos na hotelaria, aviação, restauração, imobiliário turístico, transportes, comércio e prestação de serviços.

A estratégia económica do Governo passa por transformar Inhambane no principal centro do turismo de golfe em Moçambique.

Para tal, o Executivo declarou a província como Zona Especial de Turismo de Golfe, procurando atrair investimentos estruturantes e desenvolver uma oferta turística competitiva a nível regional e internacional.

“Esta decisão não representa apenas uma aposta num segmento turístico, mas uma aposta no desenvolvimento regional, na criação de emprego, no fortalecimento das cadeias de valor locais e na geração de oportunidades para as comunidades.”

O Governo pretende aproveitar activos como o Arquipélago de Bazaruto, as praias, a biodiversidade marinha e o património cultural para construir um modelo integrado de desenvolvimento turístico.

Resultados começam a surgir no sector

O Presidente recordou que os indicadores mais recentes mostram sinais encorajadores para a actividade turística.

Em 2025, Moçambique recebeu cerca de 1,2 milhão de turistas, consolidando a recuperação do sector e reforçando a confiança dos investidores internacionais. Paralelamente, projectos avaliados em centenas de milhões de dólares estão a avançar em diferentes regiões do país.

Entre os exemplos apontados por Daniel Chapo figuram o projecto turístico do Grupo Aman, em Massingir, e o interesse manifestado pelo grupo Four Seasons Hotels and Resorts em investir em Moçambique.

Durante a intervenção, o Chefe do Estado reiterou que o futuro económico do país passa pela expansão de sectores capazes de complementar as receitas provenientes do gás natural e da indústria extractiva.

“Temos que apostar no turismo, na agricultura, na indústria, no transporte, na logística, na energia e tantos outros sectores bastante importantes para o nosso desenvolvimento.”

A visão do Governo passa por transformar o turismo num dos principais motores de crescimento, ao lado da agricultura, indústria e logística, contribuindo para uma economia mais resiliente e menos dependente das matérias-primas.

Moçambique quer afirmar-se nos mercados internacionais

Daniel Chapo considera que o país possui vantagens competitivas suficientes para se posicionar entre os destinos emergentes mais atractivos do continente africano.

Com mais de 2.700 quilómetros de costa, clima favorável, recursos naturais diversificados e estabilidade institucional, Moçambique procura captar uma fatia crescente dos fluxos internacionais de turismo e investimento.

“A visão é de um Moçambique moderno, competitivo e aberto ao mundo; um Moçambique que transforma os seus recursos em prosperidade e aposta no turismo, no investimento e na inovação.”

Para o Presidente da República, o turismo de golfe pode assumir um papel decisivo nesta transformação, contribuindo para a geração de riqueza, criação de emprego e fortalecimento da economia nacional.