Moçambique reforçou a sua posição na agenda global de desenvolvimento industrial ao participar na 21.ª Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO), realizada a 24 de Novembro de 2025, em Riade, Arábia Saudita.
A delegação nacional foi chefiada por Basílio Muhate, Ministro da Economia, em representação do Governo por Daniel Francisco Chapo, Presidente da República.
Sob o tema “O Poder do Investimento e das Parcerias para Acelerar os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável”, Moçambique destacou a importância do investimento sustentável como motor da industrialização, da diversificação económica e da integração do país nas cadeias de valor regionais e globais.
Industrialização sustentável alinhada às agendas regionais e globais
Na sua intervenção, o Ministro da Economia realçou que a industrialização constitui um dos pilares estruturantes do Programa Quinquenal do Governo (2025–2029) e está a ser operacionalizada através do Programa Nacional Industrializar Moçambique (PRONAI), instrumento orientador da transformação produtiva nacional.
“A industrialização sustentável é o centro da nossa estratégia de desenvolvimento. Pretendemos diversificar a economia, aumentar a produtividade e construir capacidade industrial que responda às exigências de competitividade regional e global”, afirmou Basílio Muhate.
O PRONAI encontra-se alinhado com:
a Política e Estratégia Industrial 2016–2025,
o Roteiro de Industrialização da SADC 2015–2063,
a Agenda 2063 da União Africana,
e a Agenda 2030 das Nações Unidas.
Esta convergência coloca Moçambique numa trajectória de industrialização sustentável, resiliente e orientada aos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Transformação digital, energia limpa e economia circular no centro da agenda
No encontro, Moçambique apresentou uma agenda industrial integrada que combina:
transformação digital e digitalização industrial;
energias limpas e transição energética;
modernização do agronegócio;
inovação industrial e tecnológica;
descarbonização e eficiência energética;
economia circular;
capacitação técnica e desenvolvimento de competências.
Segundo o Governo, estas prioridades visam reforçar a competitividade nacional, reduzir vulnerabilidades estruturais e acelerar a transição para um modelo económico mais sustentável e inclusivo.
Agências das Nações Unidas reforçam capacidade produtiva e qualidade industrial
A intervenção moçambicana destacou ainda o papel das agências especializadas das Nações Unidas, incluindo:
UNIDO,
UNCTAD,
WTO,
ITC,
WIPO,
ISO.
O Ministro sublinhou:
“O apoio das agências multilaterais tem sido essencial para a melhoria da qualidade dos nossos produtos, para o fortalecimento da certificação e para a integração nos mercados internacionais.”
Estas instituições têm contribuído para áreas fundamentais como:
inovação e tecnologia,
sustentabilidade ambiental,
segurança industrial,
competitividade,
certificação e normalização,
transferência de conhecimento.
Moçambique renova compromisso com o multilateralismo económico
O Governo reafirmou a sua determinação em aprofundar a cooperação com a UNIDO, com vista a mobilizar:
mais investimento sustentável,
recursos técnicos especializados,
e tecnologia de ponta,
para transformar o potencial industrial moçambicano em crescimento económico inclusivo, resiliente e duradouro.
No encerramento da intervenção, Moçambique manifestou também o seu alinhamento com as posições do Grupo Africano, do Grupo dos 77 e da China, reforçando o compromisso nacional com o multilateralismo, a cooperação económica internacional e a implementação dos ODS.