O olhar económico sobre o futuro de Moçambique.

Millennium BIM contribuiu com 300 milhões em impostos para o Estado

O PCA do Millennium BIM, Moisés Jorge, revelou que o banco entregou cerca de 450 milhões USD em dividendos ao Estado nos últimos cinco anos e pagou aproximadamente 300 milhões USD em impostos, reforçando o seu contributo para as finanças públicas. Destacou o papel do banco como parceiro do desenvolvimento nacional, a relevância da inclusão laboral e de talento jovem, e a parceria público-privada que deu origem ao BIM em 1995. Sublinhou também o compromisso do banco com o investimento, as PME e o futuro económico do país, apelando à confiança do sector privado.

Verifica-BIM-e-chapo_Prancheta-1 thumbnail

O Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Millennium BIM, Moisés Jorge, afirmou esta quinta-feira, em Maputo, que o banco entregou ao Estado moçambicano cerca de 450 milhões de dólares norte-americanos em dividendos nos últimos cinco anos, reforçando o seu papel como um dos maiores contribuintes nacionais e como um pilar do desenvolvimento económico.

O gestor falava durante a Conferência Económica Visão M, evento comemorativo dos 30 anos do Millennium BIM, sublinhando que o percurso do banco ilustra uma parceria público-privada bem-sucedida entre o Estado moçambicano e o Banco Comercial Português (BCP).

“Nos últimos cinco anos, o Millennium BIM distribuiu qualquer coisa como 450 milhões de dólares de dividendos. E seguramente esta parte vai para o Estado moçambicano”, disse Moisés Jorge.

Banco reforça contribuição fiscal e quer ser “parte da solução”

Além dos dividendos, o PCA revelou que o Millennium BIM pagou, no mesmo período, aproximadamente 300 milhões de dólares em impostos, constituindo uma das maiores contribuições fiscais do sector financeiro.

“Pagámos impostos nos últimos cinco anos — aproximadamente 300 milhões. É uma boa contribuição”, afirmou.

Moisés Jorge defendeu que a saúde financeira da banca é essencial para que esta capacidade contributiva se mantenha e reforçou a visão do banco como actor central no desenvolvimento nacional:

“O BIM faz parte da solução e não do problema. Somos um banco para as pessoas e para resolver problemas de pessoas.”

Inclusão e emprego jovem como prioridades estratégicas

O PCA destacou ainda o compromisso do Millennium BIM com o talento nacional e com a inclusão, apresentando indicadores que considera “motivo de orgulho”:

  • 99,44% da força de trabalho é moçambicana;

  • 53% dos trabalhadores são mulheres, invertendo o panorama de 1995;

  • 80% dos quadros de primeira linha são nacionais.

“Eu sou obcecado por atrair, reter e desenvolver jovens. Não há outra forma de desenvolver este banco se não contarmos com o jovem”, sublinhou.

Uma parceria público-privada considerada exemplar

Moisés Jorge recordou que o Millennium BIM nasceu em 1995, numa parceria 50/50 entre o Estado de Moçambique e o BCP, descrevendo a sua evolução como “uma história de sucesso”.

“Considero que esta foi uma parceria público-privada bem-sucedida. Quebrámos o afro-pessimismo e hoje somos o banco que somos.”

Apelo às empresas: “Juntemo-nos no mesmo caminho”

Dirigindo-se ao sector privado, Moisés Jorge apelou aos empresários para reforçarem a confiança na economia e na banca moçambicana.

“Juntemo-nos no mesmo caminho. O país é grande, as oportunidades são enormes. Tenhamos todos disponibilidade para traçar soluções.”

O PCA garantiu que o Millennium BIM continuará a apoiar projectos de investimento, pequenas e médias empresas e iniciativas estratégicas para o desenvolvimento económico do país.

“Daqui a 30 anos, estaremos juntos a celebrar outra etapa”, concluiu.