A Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental (AQUA, IP) intensificou, esta semana, a fiscalização nas províncias de Tete e Sofala, desmantelando duas operações de transporte ilegal de madeira que revelam a persistência de redes de exploração clandestina a actuar no país. As acções culminaram em multas no valor total de 2,5 milhões de meticais, apreensão de três camiões, uma embarcação e detenção de vários indivíduos envolvidos nas infracções.
As operações reforçam o compromisso institucional de travar perdas económicas, proteger recursos florestais estratégicos e reduzir o tráfico transfronteiriço de espécies valiosas.
Tete: Três camiões interceptados com madeira sem qualquer documentação
A 06 de Dezembro, no Posto Fixo de Fiscalização Florestal de Dona Rosa, na fronteira entre os distritos de Chiuta e Moatize, uma equipa multidisciplinar da Delegação Provincial de Tete interceptou três camiões articulados, dois de matrícula zambiana e um moçambicana, que transportavam madeira serrada e toros semi-esquadriados das espécies Chanfuta e Umbila.
A verificação documental confirmou que nenhuma das cargas possuía licença de exploração ou transporte, configurando violação grave da legislação florestal. A madeira tinha origem no distrito de Chifunde e destino presumido à cidade de Tete.
As autoridades aplicaram uma multa de 2.000.000 MT, apreenderam os veículos e detiveram cinco indivíduos, incluindo motoristas e acompanhantes, posteriormente encaminhados ao Comando Distrital de Moatize.
Sofala: Barco apreendido com madeira protegida
No dia 05 de Dezembro, na cidade da Beira, uma segunda operação da AQUA resultou na captura de um carregamento de madeira valiosa proveniente de Mogincual (Nampula) com destino a Vilankulo.
Foram confiscadas:
O responsável da embarcação alegou que a madeira seria utilizada para a construção de uma cabine, mas não apresentou qualquer licença, incorrendo em infracção ambiental. Foi aplicada uma multa de 500.000 MT, além da detenção do infractor.
As operações reforçam a estratégia nacional de combate ao crime florestal, num contexto em que o corte e tráfico ilícito de madeira representam perdas significativas para a economia, afectam a biodiversidade e alimentam redes criminosas transfronteiriças.
A AQUA sublinha que continuará a apostar em fiscalização preventiva, inteligência ambiental, cooperação interprovincial e controlo de cadeias de transporte, consolidando um sistema mais robusto de protecção dos recursos naturais.