A Ministra das Finanças, Carla Loveira, assinou, em Brasília, um memorando de entendimento com o Secretário para Assuntos Internacionais do Brasil, Mathias Alencastro, com vista ao reforço da cooperação nas áreas de finanças públicas, gestão da dívida e financiamento ao desenvolvimento.
O acordo, rubricado na segunda-feira, 16 de Março, insere-se na estratégia de fortalecimento das capacidades institucionais de Moçambique e de aprofundamento das relações económicas com parceiros estratégicos.
Na ocasião, Carla Loveira destacou que o entendimento formaliza uma parceria sustentada em valores e interesses comuns entre os dois países.
“O memorando de entendimento ora assinado é a expressão formal de uma parceria que se alicerça numa história partilhada, numa língua comum e num compromisso genuíno com o desenvolvimento sustentável dos nossos povos.”
A governante sublinhou ainda o papel da cooperação Sul-Sul como instrumento prático para impulsionar o crescimento económico e a partilha de conhecimento.
“Vir a Brasília, a este magnífico país irmão, encoraja-nos a acreditar que a cooperação Sul-Sul não é apenas um conceito académico, é uma realidade que tem consequências práticas e transformadoras para as nossas nações.”
Segundo a Ministra das Finanças, o memorando abre caminho para uma nova fase de cooperação técnica, com impacto directo na gestão das finanças públicas e no desenvolvimento económico.
O acordo prevê o intercâmbio de experiências e boas práticas, visando melhorar a gestão da dívida, fortalecer os mecanismos de financiamento e aumentar a eficiência das instituições públicas.
A assinatura do memorando surge na sequência do reforço das relações entre Moçambique e o Brasil, impulsionado por contactos ao mais alto nível.
A governante destacou que o entendimento dá continuidade aos compromissos assumidos durante a visita oficial do Presidente da República, Daniel Chapo, e do Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, realizada em Novembro de 2025, marcada pela vontade de aprofundar a cooperação bilateral.
Com este passo, os dois países reforçam a parceria estratégica, apostando numa gestão económica mais eficiente e sustentável, com benefícios directos para o desenvolvimento e o bem-estar das suas populações.