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Projecto Mphanda Nkuwa: investimento de cerca de 6 mil milhões de dólares mobiliza sector privado nacional

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) reuniu-se com o Gabinete de Implementação do Projecto Mphanda Nkuwa (GMNK) para discutir oportunidades de cooperação e promoção do conteúdo local. Avaliado entre 5 e 6 mil milhões de dólares, o projecto prevê a produção de 1.500 MW de energia e inclui formação de jovens locais. Álvaro Massingue defendeu protagonismo das empresas nacionais em toda a cadeia de valor, destacando transferência de tecnologia e criação de emprego qualificado. O empreendimento é considerado estratégico para o crescimento económico e industrial de Moçambique.

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A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) reuniu-se com o Gabinete de Implementação do Projecto Mphanda Nkuwa (GMNK), com o objetivo de explorar oportunidades de cooperação e identificar áreas de intervenção para empresas moçambicanas no âmbito do conteúdo local.

O encontro visou estabelecer uma parceria estratégica entre a CTA e o GMNK, garantindo que as empresas nacionais possam beneficiar das oportunidades de negócios geradas pelo projecto.

O Director-Geral do GMNK, Carlos Yum, apresentou o projecto, detalhando o plano de desenvolvimento social que inclui a formação de jovens locais. O investimento previsto no hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa é estimado entre 5 e 6 mil milhões de dólares, com capacidade instalada de cerca de 1.500 MW, e integra componentes de transporte e energia.

“O objectivo é não esperar pelo início da construção, mas iniciar já nesta fase de preparação, para que as empresas moçambicanas estejam aptas a aproveitar as oportunidades de negócios”, sublinhou Yum.

Conteúdo local e desenvolvimento do sector privado

O Presidente da CTA, Álvaro Massingue, reforçou a importância do projecto para o futuro económico de Moçambique, destacando o papel do sector privado na parceria com o Governo e investidores.

“Este projecto deve ser um verdadeiro motor de valorização do conteúdo local, assegurando a participação estruturada, competitiva e efectiva das empresas nacionais em toda a cadeia de valor, da construção à operação, da logística ao fornecimento de bens e serviços”, afirmou Massingue.

O dirigente enfatizou também a necessidade de transferência de tecnologia e do desenvolvimento de capacidades internas, com o objectivo de gerar emprego qualificado e sustentável no país.

Álvaro Massingue convidou ainda o projecto Mphanda Nkuwa a participar na Conferência Anual do Sector Privado (CASP), em Julho próximo, para apresentar os avanços do empreendimento e mobilizar o empresariado nacional a envolver-se ativamente.

O encontro reforça a estratégia de integração do conteúdo local nos grandes projectos de infra-estrutura e a importância de preparar as empresas nacionais para participar em projectos de grande escala, impulsionando o crescimento económico e a criação de emprego no país.

Equilíbrio entre salários e sustentabilidade das empresas

A CTA defende que as negociações devem procurar um equilíbrio entre a melhoria das condições de vida dos trabalhadores e a sustentabilidade das empresas, salvaguardando postos de trabalho e a continuidade das actividades económicas.

Os empregadores apelam a um processo célere, pragmático e conduzido num ambiente de diálogo construtivo, paz social e harmonia laboral.

Por outro lado, a CTA encoraja as empresas com maior robustez financeira a praticarem remunerações acima do salário mínimo nacional, como forma de valorizar o capital humano e contribuir para o dinamismo da economia.

O arranque deste processo marca mais uma etapa importante no diálogo social em Moçambique, num momento em que o país procura consolidar a recuperação económica e reforçar a inclusão no mercado de trabalho.