O Governo de Moçambique, através do Ministério das Finanças, lançou em Maputo a Missão de Avaliação Independente do Portfólio de Projectos co-financiados pelo Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA), no período 2017-2025, num processo que envolve uma carteira avaliada em 522 milhões de dólares norte-americanos.
A iniciativa insere-se na necessidade de reforçar a eficiência da cooperação financeira internacional, assegurando que os recursos mobilizados se traduzam em maior impacto económico, sobretudo nas zonas rurais e costeiras do País.
A missão, conduzida pelo Escritório de Avaliação Independente do FIDA (IOE), deverá produzir recomendações estratégicas para orientar a próxima fase de financiamento e programação de projectos, no âmbito do COSOP (Programa de Oportunidades Estratégicas para o País).
Os projectos avaliados estão distribuídos pelas regiões sul, centro e norte, com incidência em sectores-chave como agricultura, pescas e resiliência climática, considerados fundamentais para a diversificação da economia e o reforço da segurança alimentar.
Segundo a Directora Nacional Adjunta de Gestão da Dívida Pública, Ruth Cangela, o exercício é estratégico por permitir alinhar a futura cooperação com o FIDA às prioridades nacionais de desenvolvimento.
A responsável sublinhou que os resultados da avaliação terão impacto directo na definição de políticas e investimentos, especialmente em áreas com forte potencial produtivo e de geração de rendimento.
O Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas destacou que a avaliação representa uma oportunidade para melhorar a qualidade da despesa pública e reforçar a sustentabilidade dos investimentos no sector agrário.
A análise permitirá ainda identificar lições aprendidas e ajustar mecanismos de implementação, com vista a maximizar o retorno económico dos projectos financiados.
O FIDA, através do seu Escritório no País e do Escritório Independente de Avaliação, reiterou que o exercício visa fortalecer a eficácia da cooperação e garantir que os investimentos contribuam de forma mais consistente para a redução da pobreza rural e o aumento da produtividade.
O chefe da missão, Paolo Silveri, destacou que a avaliação permitirá captar aprendizagens essenciais para orientar futuras intervenções, com maior foco em resultados e impacto económico sustentável.
Com esta avaliação, o Governo e o FIDA procuram consolidar uma abordagem mais orientada para resultados, reforçando a ligação entre financiamento internacional, crescimento económico e desenvolvimento rural inclusivo, num contexto de crescente necessidade de eficiência na gestão dos recursos públicos e externos.