A economia moçambicana registou uma inflação homóloga de 4,41% em Abril de 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), no Índice de Preços no Consumidor (IPC) das oito cidades, tendo como base o ano de 2023.
O relatório, tornado público a 8 de Maio de 2026, indica que a inflação mensal situou-se em 0,63%, enquanto a variação acumulada de Janeiro a Abril atingiu 2,80%. O desempenho dos preços continua a ser fortemente influenciado pelo aumento dos custos no sector alimentar, que mantém o maior peso na estrutura de consumo das famílias moçambicanas.
A divisão de alimentação e bebidas não alcoólicas voltou a ser o principal motor da subida de preços, com destaque para produtos como couve, alface, repolho, cebola, tomate e peixe fresco, que registaram aumentos significativos no período em análise.
Apesar da pressão inflacionária, alguns produtos registaram queda de preços, incluindo o pepino, milho em grão, camarão fresco, feijão manteiga, coco, cimento e peixe seco, o que contribuiu para atenuar parcialmente a subida geral do nível de preços.
No acumulado do ano, o sector alimentar lidera novamente as contribuições para a inflação, seguido pela área de habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis, reflectindo o peso dos bens essenciais no orçamento das famílias.
A análise por cidades revela dinâmicas distintas. A Cidade de Tete registou a maior variação mensal, com 2,20%, seguida de Nampula e Beira. Em contrapartida, Quelimane apresentou uma ligeira queda de preços no mesmo período.
Apesar das variações regionais, o INE considera que a tendência nacional permanece relativamente estável, ainda que sob pressão de alimentos e serviços essenciais.
O relatório sublinha ainda que o IPC mede a evolução de um conjunto de bens e serviços representativos do consumo das famílias, com base no Inquérito ao Orçamento Familiar de 2022 e na classificação internacional COICOP das Nações Unidas.