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Governo fixa novos preços da castanha de caju e abre exportação a 19 de Dezembro

Moçambique aprovou os novos preços de referência do caju para a campanha 2025/2026: 1.250 USD/ton para castanha de 46 libras e 1.440 USD/ton para 53 libras. A exportação abre oficialmente a 19 de Dezembro, garantindo abastecimento à indústria e previsibilidade comercial. O país prevê exportar cerca de 60.000 toneladas, das quais 45.000 já estão aprovisionadas. A decisão resultou de uma sessão do Comité de Amêndoas com industriais, produtores, sindicatos e sector privado. O Governo destaca que os preços actualizados reforçam transparência, protecção aos produtores e competitividade internacional.

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Moçambique aprovou os novos preços de referência para a exportação da castanha de caju na campanha 2025/2026, decisão anunciada esta terça-feira, 09 de Dezembro, durante a II.ª Sessão do Comité de Amêndoas, realizada em Maputo. A medida insere-se numa estratégia de estabilidade comercial e de valorização dos produtores, num sector que continua a ser uma das âncoras económicas do país.

A sessão foi dirigida pelo Director-Geral do Instituto de Amêndoas de Moçambique (IAM, IP), Ilídio Bande, que confirmou os valores definidos para esta campanha:

  • 1.250 USD/tonelada para castanha de 46 libras;

  • 1.440 USD/tonelada para castanha de 53 libras.

Os preços reflectem a evolução das cotações no mercado internacional e representam uma actualização face à campanha 2024/2025, em que os referenciais variaram entre 1.052 USD e 1.268 USD por tonelada.

Exportação abre oficialmente a 19 de Dezembro

O Comité de Amêndoas aprovou igualmente a abertura oficial da exportação da castanha de caju a partir de 19 de Dezembro, medida que pretende assegurar o fornecimento integral à indústria nacional, evitando rupturas no abastecimento e garantindo maior previsibilidade ao sector.

Para a campanha 2025/2026, estima-se que o país exporte cerca de 60.000 toneladas, das quais 45.000 toneladas já estão aprovisionadas, demonstrando um ritmo acelerado de preparação logística e comercial.

O encontro contou com 40 participantes, entre membros do Conselho de Direcção, técnicos e delegados provinciais do IAM, representantes da Associação dos Industriais do Caju (AICAJU), ACIANA, SINTAICAF, NITIDAE/ACAMOZ e outros actores-chave da fileira.

Foram analisados:

  • o ponto de situação do aprovisionamento de matéria-prima para a indústria;

  • o fornecimento da castanha bruta pelos exportadores;

  • o andamento geral da campanha de comercialização.

O envolvimento de múltiplas entidades pretende garantir que os preços definidos permitam uma remuneração justa e equilibrada entre produtores, comerciantes, indústria e exportadores.

Sector quer preços mais justos e produção sustentável

Realizado sob o lema “Por uma remuneração equilibrada de todos os actores da cadeia de valor de amêndoas, para o aumento da quantidade e qualidade da produção”, o encontro reforçou o compromisso do Governo com uma cadeia de valor mais competitiva e sustentável.

O IAM destacou que a definição antecipada dos preços de referência e da data de abertura da exportação permite:

  • aumentar transparência e previsibilidade nas transacções;

  • proteger rendimentos dos produtores;

  • melhorar o planeamento industrial;

  • reforçar o posicionamento competitivo de Moçambique no mercado global do caju.

Com estas decisões, o sector das amêndoas entra em 2026 com expectativas de maior estabilidade comercial e avanços na qualidade da produção nacional.