O olhar económico sobre o futuro de Moçambique.

HCB rendeu mais de 2 mil milhões USD ao Estado moçambicano

A Hidroeléctrica de Cahora Bassa confirmou ter contribuído com mais de 2 mil milhões USD para o Estado nos últimos 18 anos, tornando-se uma das maiores fontes estruturais de receita pública. O PCA Tomás Matola sublinhou o impacto directo da empresa nas finanças nacionais, enquanto o Presidente Daniel Chapo classificou a HCB como “bússola da independência económica”. O Governo desafiou a empresa a liderar a transformação energética do Zambeze e a reforçar o impacto social e territorial nas comunidades vizinhas.

PCA-HCB_Prancheta-1 thumbnail

A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) tornou-se um dos mais importantes activos económicos do país, contribuindo com mais de 2 mil milhões de dólares norte-americanos para os cofres do Estado desde a reversão, ocorrida em 2007. O número foi revelado pelo Presidente do Conselho de Administração da empresa, Tomás Matola, durante as celebrações dos 18 anos do retorno da barragem à soberania moçambicana, realizadas na Vila do Songo, província de Tete.

O montante confirma a relevância estratégica da HCB para as finanças públicas e para a segurança energética nacional, num momento em que o Governo reforça a prioridade de transformar recursos hidroeléctricos em desenvolvimento económico sustentável.

PCA destaca impacto económico directo ao Estado

Durante a cerimónia, o PCA da HCB, Tomás Matola, destacou o contributo histórico da empresa para o Tesouro Nacional:

“A Hidroeléctrica de Cahora Bassa contribuiu com mais de dois biliões de dólares para os cofres do Estado ao longo dos últimos 18 anos.”

A afirmação foi posteriormente retomada e sublinhada pelo Presidente da República, Daniel Chapo, que saudou o desempenho da empresa e o seu papel na construção da independência económica do país.

No discurso oficial, o Chefe de Estado sublinhou que o retorno da HCB marcou “uma das mais importantes vitórias estratégicas da história de Moçambique”, recordando que a barragem não é apenas uma infra-estrutura energética, mas um “símbolo de soberania” capaz de impulsionar indústria, agricultura, comércio e transformação social.

Chapo destacou ainda que os ganhos financeiros obtidos através da HCB representam um pilar decisivo para o projecto de Independência Económica.

“Só para os cofres do Estado, durante os 18 anos, contribuiu com mais de dois biliões de dólares, o que não acontecia antes da reversão.”
Presidente da República, Daniel Chapo

Nova fase: HCB desafiada a liderar a transformação energética do Zambeze

O Presidente lançou cinco desafios estratégicos à administração da HCB, centrados na modernização do modelo de comercialização de energia, no reforço da integração institucional do sector eléctrico e na liderança da futura cascata hidroenergética do Zambeze, que incluirá Mphanda Nkuwa, Lupata e Boroma.

Entre os pontos mais fortes da intervenção, Chapo apelou à protecção do valor real da energia exportada, defendendo contratos mais alinhados com mercados internacionais e menos vulneráveis à volatilidade cambial.

O Chefe de Estado afirmou:

“Cada megawatt exportado deve traduzir-se em desenvolvimento real para o nosso povo.”

Impacto social e territorial reforçado

Outro eixo do discurso presidencial focou-se no papel social da empresa. Chapo defendeu a criação de um Programa de Inclusão Social e Desenvolvimento Rural, destinado a acelerar investimentos comunitários em agricultura, empreendedorismo juvenil, infra-estruturas sociais e serviços básicos.

A iniciativa deverá consolidar intervenções já visíveis, como o abastecimento de água em Chitima e a construção de novas infra-estruturas de saúde na região.

Ao longo de 18 anos, a HCB consolidou-se como a maior geradora de energia do país, um dos principais exportadores para a região da SADC e uma fonte estrutural de receitas para o Estado.

Com mais de 2 mil milhões USD entregues ao Tesouro, valor agora confirmado pela liderança da empresa, Cahora Bassa assume um papel central na visão económica do Governo, que pretende transformar o corredor do Zambeze num dos principais motores do desenvolvimento nacional.