Moçambique avança com projectos energéticos que ultrapassam 1.500 MW, com destaque para Mphanda Nkuwa e Temane, reforçando a segurança energética e a exportação regional de electricidade.
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Moçambique avança com projectos energéticos que ultrapassam 1.500 MW, com destaque para Mphanda Nkuwa e Temane, reforçando a segurança energética e a exportação regional de electricidade.
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Moçambique está a consolidar-se como pólo energético regional, com projectos estruturantes que somam mais de 1.500 megawatts (MW) de nova capacidade instalada, reforçando a segurança energética interna, a competitividade económica e a integração nos mercados regionais de electricidade.
“Um dos maiores avanços deste ano foi o impulso decisivo ao projecto Mphanda Nkuwa, que representa 1.500 MW de nova capacidade e inaugura uma nova fase da economia da energia”, afirmou o Presidente.
O projecto hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa, com capacidade estimada em 1.500 MW, constitui o principal eixo da expansão energética nacional e um dos maiores empreendimentos hidroeléctricos do continente africano.
Segundo o Governo, o projecto permitirá:
estabilizar a matriz energética nacional;
assegurar energia competitiva para a indústria;
reforçar a capacidade de exportação regional;
reduzir riscos no sistema eléctrico;
criar empregos directos e indirectos.
O Executivo considera Mphanda Nkuwa um catalisador para a industrialização, o desenvolvimento de cadeias de valor e a atracção de investimento privado, sobretudo nos sectores mineiro, transformador e logístico.
Paralelamente à hidroeletricidade, Moçambique registou progressos relevantes no sector do gás natural, que assume um papel crescente na diversificação da matriz energética.
Entre os marcos assinalados está a entrada em funcionamento da primeira fábrica de processamento de gás natural liquefeito no país, localizada em Inhassoro, avaliada em cerca de mil milhões de dólares, bem como o avanço da Central Térmica de Temane, com capacidade de 450 MW, cuja entrada em operação está prevista para 2027.
De acordo com o Presidente da República, estes projectos contribuem para:
reforçar a auto-suficiência energética;
reduzir custos de produção;
garantir fornecimento estável à indústria;
substituir importações energéticas;
criar empregos qualificados para jovens moçambicanos.
O reforço da capacidade energética nacional está igualmente orientado para a integração regional, com projectos de interligação eléctrica com países vizinhos.
O Governo confirmou que estão em fase avançada os projectos de interligação Moçambique–Malawi, bem como iniciativas em curso com Zâmbia e Tanzânia, criando novas rotas para exportação de electricidade e consolidando o país como fornecedor fiável na África Austral e Oriental.
Estas interligações fortalecem o posicionamento de Moçambique no mercado energético regional, ampliam receitas externas e reforçam a cooperação económica no espaço da SADC.
Para o Executivo, o investimento em energia não é um fim em si mesmo, mas um instrumento estruturante para o crescimento económico sustentável, a industrialização e a criação de emprego.
O Chefe do Estado sublinhou que a energia é um dos pilares centrais da visão governativa, ao lado da industrialização, infra-estruturas, turismo e capacitação do capital humano.
“Estamos a preparar Moçambique para uma nova era de industrialização, com energia fiável, competitiva e sustentável”, afirmou Daniel Chapo.
O dinamismo do sector energético ocorre num contexto de confiança renovada dos parceiros internacionais, reflectida na retoma de grandes projectos, no levantamento de situações de força maior e na mobilização de financiamento externo para infra-estruturas energéticas.
Segundo o Governo, o conjunto de projectos em curso e previstos reforça a imagem de Moçambique como destino seguro para investimentos de longo prazo, com impacto directo na economia nacional e no posicionamento estratégico do país na região.
A Informação Anual conclui que o Estado da Nação é de confiança renovada, com o sector energético a afirmar-se como um dos principais motores da transformação económica e do desenvolvimento sustentável de Moçambique.