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Instituto de Cereais de Moçambique orientado a reforçar reservas alimentares

A Primeira-Ministra Maria Benvinda Levi orientou o Instituto de Cereais de Moçambique a reforçar de forma significativa o sistema nacional de reservas alimentares, colocando a instituição no centro das estratégias de estabilização de preços e segurança alimentar. Durante a tomada de posse do novo Director-Geral, Luís José Job Fazenda, Levi afirmou que o ICM foi criado para assegurar compras públicas, armazenamento, conservação e escoamento da produção agrícola, reduzindo perdas pós-colheita e valorizando a agricultura familiar.

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A Primeira-Ministra, Maria Benvinda Levi, orientou a nova liderança do Instituto de Cereais de Moçambique (ICM) a reforçar de forma significativa o sistema de reservas alimentares, como medida estratégica para estabilizar preços no mercado interno e garantir segurança alimentar. As instruções foram dadas durante a tomada de posse de Luís José Job Fazenda como Director-Geral da instituição, numa cerimónia realizada ontem, em Maputo.

ICM deve assegurar compra, armazenamento e escoamento da produção

Segundo a Primeira-Ministra, o Governo criou o ICM para que o país disponha de um agente público capaz de intervir na comercialização agrícola, assegurando o escoamento da produção e a constituição de reservas estratégicas de cereais.

“O ICM deve robustecer o sistema de compra, armazenamento, conservação e escoamento dos excedentes agrícolas, assim como a constituição de reservas estratégicas de cereais.”

A dirigente salientou que uma actuação eficaz do ICM é determinante para garantir que a produção nacional, sobretudo da agricultura familiar, tenha mercado e valor, reduzindo perdas pós-colheita e reforçando a renda das famílias camponesas.

Estabilização de preços e segurança alimentar são prioridades

Levi sublinhou que o fortalecimento do sistema público de reservas permitirá estabilizar preços durante períodos de escassez, minimizar flutuações sazonais e proteger consumidores e produtores.

O Governo vê o ICM como instrumento chave para reduzir vulnerabilidades no abastecimento alimentar e para garantir que oscilações no mercado internacional não comprometam a estabilidade económica interna.

Modernização logística e articulação com produtores

A Primeira-Ministra orientou o novo Director-Geral a modernizar a gestão logística e a melhorar a coordenação com o sector privado e os produtores familiares, reforçando a capacidade de circulação e conservação dos cereais.

A dirigente destacou a necessidade de “aprimorar os mecanismos e acções que garantem modernização da gestão, logística e comercialização de cereais, em estreita articulação e coordenação com os sectores privado e familiar”.

Segundo Levi, uma operação logística mais eficiente é essencial para reduzir perdas, melhorar a qualidade dos produtos e assegurar o fluxo contínuo entre zonas de produção e mercados de consumo.

ICM deve dinamizar a produção rural e apoiar a agricultura familiar

A Primeira-Ministra lembrou que o ICM desempenha um papel fundamental na dinamização da produção rural, incentivando agricultores a aumentarem a produtividade ao garantir que a sua produção será adquirida e valorizada.

O reforço das reservas estratégicas, afirmou, contribuirá para reduzir riscos para os produtores, estabilizar a renda agrícola e apoiar famílias que dependem da agricultura como principal fonte de subsistência.

Expectativa de resultados imediatos

Levi apelou ao novo Director-Geral para liderar um processo de transformação institucional que coloque o ICM no centro da estratégia nacional de segurança alimentar e de desenvolvimento rural.

De acordo com a Primeira-Ministra, uma actuação mais robusta da instituição permitirá apoiar directamente as zonas rurais, proteger o consumidor, garantir disponibilidade de alimentos essenciais e criar condições para a estabilidade dos preços a nível nacional.