O olhar económico sobre o futuro de Moçambique.

Daniel Chapo destaca papel da banca no progresso nacional na celebração dos 30 anos do BIM

Na Conferência Económica Visão M, Daniel Chapo afirmou que o sistema financeiro é decisivo para o progresso económico de Moçambique. Destacou o contributo do Millennium BIM nos últimos 30 anos, a importância da banca na criação de emprego e na inclusão financeira, e a necessidade de o país se posicionar na nova geopolítica global. Sublinhou ainda avanços no sector energético, como a central de Temane e a linha Temane–Maputo, bem como o papel da diplomacia económica na atracção de investimento. O Presidente defendeu que banca, Governo e sector privado devem trabalhar juntos para acelerar o desenvolvimento.

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O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, destacou esta quinta-feira, em Maputo, o papel determinante do sistema financeiro no progresso económico de Moçambique, durante a Conferência Económica Visão M, realizada no âmbito da celebração dos 30 anos do Millennium BIM.
O encontro reuniu representantes do Governo, líderes empresariais e parceiros internacionais no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano.

Chapo sublinhou que o percurso de três décadas do Millennium BIM está intimamente ligado ao desenvolvimento económico e institucional do país.

“São três décadas de contributo decisivo para a modernização do sector financeiro e para o crescimento do nosso país”, disse Daniel Chapo.

Banca é pilar da confiança e da estabilidade económica

O Chefe de Estado afirmou que o Millennium BIM consolidou-se como um “pilar cardinal da banca moçambicana”, destacando a importância da inovação, solidez financeira e confiança para sustentar um ambiente económico competitivo.

“A convergência entre os 30 anos do Millennium BIM e os 50 anos da nossa independência recorda-nos que o progresso económico é inseparável da maturidade institucional e da visão estratégica”, afirmou.

Dirigindo-se aos empresários presentes, Chapo reforçou o papel central do sector privado:

“São empresários que acreditam no futuro de Moçambique, que investem, produzem, empregam, pagam impostos e inovam com confiança.”

Moçambique deve posicionar-se na nova geopolítica global

O Presidente destacou que a economia mundial atravessa uma profunda reconfiguração, e que Moçambique deve agir com ambição estratégica para não perder oportunidades.

“É agora que se decide os países que vão liderar o crescimento nas próximas décadas. Precisamos de nos posicionar”, afirmou.

Segundo Chapo, este posicionamento passa por reforçar sectores como energia, digitalização e cadeias de valor globais.

Energia continua a impulsionar o crescimento nacional

No capítulo energético, o Presidente destacou os avanços em infra-estruturas críticas e a necessidade de acelerar projectos que garantam segurança, competitividade e previsibilidade.

“Temos recursos hídricos para hidroeléctricas, gás com potencial para novas centrais, energia eólica e solar, e estamos a concluir os 450 MW de Temane, a maior central eléctrica desde a independência”, explicou.

Salientou ainda a importância da nova linha Temane–Maputo para reforçar a estabilidade do sistema eléctrico e viabilizar novos investimentos industriais.

Diplomacia económica continuará activa e estratégica

Chapo reafirmou que o Governo continuará a apostar numa diplomacia económica assertiva para atrair investimento estrangeiro e fortalecer parcerias estratégicas.

“Moçambique faz parte da geopolítica e tem de se posicionar. Daí as nossas viagens pelo mundo. Não vamos parar”, disse.

O Presidente elogiou também a intervenção do ex-Vice-Primeiro-Ministro de Portugal, Paulo Portas, classificando-a como “brilhante” e destacando “a leitura lúcida e estratégica dos grandes movimentos geopolíticos globais”.

Banca como parceira da inclusão financeira e da criação de emprego

No encerramento, Daniel Chapo reiterou que o sistema financeiro, em particular o Millennium BIM é parceiro indispensável para a criação de emprego digno, para a inclusão financeira e para a diversificação económica, com ênfase especial na juventude e nas mulheres.

“Vemos a banca como parceiro indispensável para o crescimento, para o desenvolvimento e para a diversificação da nossa economia, especialmente na geração de empregos dignos para a juventude e para a mulher moçambicana”, concluiu.