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Moçambique reforça fiscalização das contas públicas com nova avaliação da Auditoria Interna

Moçambique apresentou uma nova Avaliação do Subsistema de Auditoria Interna, conduzida pela IGF, num momento de reformas fiscais e modernização das finanças públicas. O workshop revelou avanços na rastreabilidade financeira, uniformização de procedimentos e expansão de auditorias, mas também desafios como falta de quadros certificados, dependência funcional e limitações tecnológicas. A Secretária Permanente, Albertina Fumane, defendeu maior autonomia e integração com plataformas como o e-SISTAFE. Parceiros internacionais reforçaram a importância da transparência fiscal para financiamento externo e confiança dos investidores.

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Moçambique deu um passo importante no fortalecimento da gestão das finanças públicas com a realização da nova Avaliação do Subsistema de Auditoria Interna, promovida pela Inspecção-Geral de Finanças (IGF). Os resultados preliminares foram apresentados esta semana, em Maputo, durante um workshop que reuniu dirigentes governamentais, especialistas em controlo interno, consultores do Banco Mundial e representantes de diversas instituições públicas com responsabilidade na execução orçamental.

A avaliação decorre num contexto de reformas estruturais que o Ministério das Finanças está a implementar para melhorar a disciplina fiscal, reforçar mecanismos de prevenção de riscos e garantir maior integridade na utilização dos recursos públicos, factores essenciais para a estabilidade macro-económica e para a confiança dos investidores e parceiros internacionais.

Governo quer auditoria interna mais autónoma e alinhada a padrões internacionais

Na abertura do encontro, a Secretária Permanente do Ministério das Finanças, Albertina Fumane, afirmou que o reforço da auditoria interna é uma prioridade estratégica para garantir transparência, rigor e eficiência na administração pública.

“A nossa missão é crucial para assegurar eficiência, eficácia e conformidade na gestão dos recursos públicos. A Auditoria Interna deve ser uma ferramenta de avaliação, aconselhamento e prevenção, não apenas um exercício burocrático.” — Albertina Fumane

A dirigente destacou que o subsistema deve evoluir para cumprir Boas Práticas Profissionais Globais, reforçando:

  • autonomia funcional dos auditores;

  • certificação de quadros;

  • padronização de metodologias;

  • controlos preventivos;

  • integração total com plataformas digitais como o e-SISTAFE.

Avaliação identifica progressos, mas aponta desafios que exigem consolidação

A IGF apresentou avanços assinaláveis, como:

  • melhoria da rastreabilidade das operações financeiras;

  • maior uniformização dos procedimentos de auditoria;

  • redução de discrepâncias na reconciliação entre tesouraria e contabilidade;

  • expansão da cobertura de auditorias em sectores críticos.

Todavia, persistem desafios, nomeadamente:

  • necessidade de maior independência funcional dos auditores;

  • insuficiência de quadros certificados;

  • fragilidades na monitoria e implementação de recomendações;

  • limitações tecnológicas em algumas entidades públicas.

Embora a Auditoria Interna esteja sob tutela das Finanças, a sua eficácia é reforçada por transformações que envolvem igualmente o Ministério da Economia, responsável por:

  • modernização da gestão pública;

  • digitalização dos serviços do Estado;

  • melhoria do ambiente de negócios;

  • racionalização de processos administrativos ligados à competitividade económica.

A articulação entre ambos os ministérios: Finanças e Economia, está no centro do novo ciclo de governação económica.

Reformas do SISTAFE ganham velocidade

A avaliação ocorre numa fase em que o Ministério das Finanças impulsiona reformas no Sistema de Administração Financeira do Estado (SISTAFE), com foco em:

  • digitalização integral dos processos orçamentais;

  • automatização de controlos internos;

  • integração de módulos financeiros;

  • melhoria da qualidade e consistência dos dados.

Estas reformas visam fortalecer a credibilidade das contas públicas e garantir maior rigor na execução orçamental.

Representantes do Banco Mundial e outras instituições multilaterais enfatizaram que o desempenho do sistema de auditoria interna é determinante para:

  • a classificação do risco-país,

  • decisões de financiamento externo,

  • confiança dos investidores,

  • mitigação de riscos de corrupção,

  • eficiência da despesa pública.

Uma auditoria interna forte é vista como condição essencial para consolidar a governação económica e atrair mais investimento.

O Governo anunciou planos para acelerar:

  • formação técnica especializada;

  • certificação internacional de auditores;

  • actualização metodológica;

  • reforço da supervisão e da monitoria pós-auditoria.

A IGF prevê também aumentar a frequência de auditorias temáticas e intensificar o acompanhamento das instituições auditadas.

Transparência e disciplina financeira tornam-se pilares da governação

A nova avaliação marca uma etapa decisiva na consolidação das instituições de controlo.
Para o Governo, fortalecer a Auditoria Interna é essencial para:

  • garantir rigor na execução orçamental;

  • prevenir irregularidades;

  • promover disciplina financeira;

  • reforçar a confiança dos cidadãos;

  • melhorar o posicionamento externo de Moçambique.

Com este reforço institucional, o país avança para um modelo de governação económica mais robusto, transparente e orientado para resultados.