Moçambique está a implementar reformas estruturais com vista a recuperar a estabilidade económica e reforçar a confiança dos investidores, num contexto de avaliação regional conduzida pela Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).
Uma missão de Avaliação pelos Pares da SADC encontra-se em Maputo para analisar o desempenho económico do país e o nível de implementação das recomendações deixadas na última avaliação realizada em 2022.
O exercício insere-se no mecanismo regional de revisão entre Estados-membros, no qual um país avalia o outro. Nesta segunda ronda, Moçambique está a ser avaliado pelo Reino do Lesoto.
A missão envolve técnicos e especialistas de diferentes sectores da Administração Pública, que participam em sessões de análise e partilha de experiências sobre o desempenho económico e institucional do país.
Governo aposta em reformas estruturais
Na sessão de abertura, o Secretário de Estado do Tesouro e Orçamento, Amílcar Tivane, destacou que o país atravessa uma fase decisiva de reposicionamento económico, após enfrentar choques internos e externos.
“Estamos a avançar com reformas estruturais profundas, orientadas para restaurar a estabilidade macroeconómica, reforçar a confiança dos mercados e criar um ambiente mais previsível e atractivo para o investimento.”
Segundo o governante, as reformas em curso visam fortalecer as finanças públicas, melhorar o ambiente de negócios e impulsionar o crescimento sustentável.
Por sua vez, a chefe da missão, Serite Keta, explicou que a avaliação constitui um instrumento de cooperação regional que permite medir o desempenho macroeconómico e político dos países membros.
“Esta visita técnica é um mecanismo de cooperação regional onde um país é seleccionado para avaliar o desempenho macroeconómico e político de outros membros.”
A responsável sublinhou ainda que este tipo de avaliação promove maior transparência, partilha de boas práticas e reforço da integração regional.
Confiança e investimento no centro das prioridades
Com esta avaliação, Moçambique procura consolidar a credibilidade das suas políticas económicas e reforçar o seu posicionamento como destino atractivo e seguro para o investimento na região.
O Governo acredita que a implementação consistente das reformas poderá contribuir para uma economia mais estável, resiliente e capaz de responder aos desafios do desenvolvimento.