A Primeira-Ministra, Maria Benvinda Levi, desafiou a nova liderança da Agência para a Promoção de Investimento e Exportações (APIEX) a assumir um papel mais activo na transformação económica do país, com prioridade para a atracção de investimento, o aumento das exportações e a redução gradual das importações. As orientações foram dadas ontem, em Maputo, durante a tomada de posse de Luís José Machava como novo Director-Geral da instituição.
APIEX deve tornar-se porta de entrada do investimento nacional e estrangeiro
A Primeira-Ministra sublinhou que a APIEX tem um papel decisivo na dinamização e melhoria do ambiente de negócios, sendo responsável por criar sinergias entre sectores estratégicos e facilitar a implementação de projectos de investimento.
Segundo Levi, a expectativa do Governo é que a instituição consolide a sua função central na captação e acompanhamento de investimentos, garantindo maior celeridade, coordenação e eficácia na aprovação e implementação de projectos.
Prioridade: aumentar exportações e conquistar novos mercados
A dirigente destacou que a APIEX deve reforçar significativamente a sua intervenção na promoção das exportações moçambicanas, apoiando empresas nacionais na expansão para mercados internacionais.
“É importante que esta instituição reforce a sua intervenção no que concerne à promoção das exportações moçambicanas, ajudando as empresas nacionais a conquistarem mais mercados externos, concorrendo para a arrecadação de mais divisas e a geração de postos de trabalho e de renda para os moçambicanos.”
Levi sublinhou que o aumento das exportações é essencial para fortalecer a balança comercial, gerar divisas e estimular a produção nacional.
Industrialização e transformação local dos recursos naturais
A Primeira-Ministra atribuiu à APIEX a responsabilidade de acelerar o processo de industrialização, com particular incidência na transformação local dos recursos naturais, de modo a reduzir a dependência das importações e aumentar o valor acrescentado da economia.
A dirigente afirmou que é necessário “assegurar a operacionalização efectiva das zonas económicas especiais e francas industriais, essenciais para a transformação a nível local dos recursos naturais e, desta forma, diminuir, gradualmente, as importações e aumentar as exportações.”
O Governo considera que o reforço das zonas económicas especiais é estratégico para atrair indústrias transformadoras, promover cadeias de valor e consolidar Moçambique como destino competitivo para o investimento regional.
Promoção internacional das oportunidades de negócios
A Primeira-Ministra recomendou ainda que a APIEX intensifique os mecanismos de divulgação das potencialidades do país, tanto ao nível interno como externo, com o objectivo de captar mais investimentos públicos e privados.
“Aprimorar os mecanismos de promoção e divulgação, a nível interno e externo, das potencialidades e oportunidades de negócios existentes no nosso país” — referiu Levi.
O Governo pretende que a APIEX adopte uma abordagem mais estratégica e integrada, capaz de apresentar Moçambique como destino atractivo para sectores como agro-indústria, energia, logística, turismo, manufactura e serviços.
APIEX chamada a produzir resultados concretos
Num apelo directo ao novo Director-Geral, Luís José Machava, a Primeira-Ministra deixou claro que a instituição deve orientar a sua actuação para resultados tangíveis, com impacto directo no desenvolvimento económico.
Levi enfatizou a importância de fortalecer a capacidade técnica e operacional da APIEX, de modo a assegurar a implementação eficaz dos projectos aprovados e a articulação com o sector privado.
A dirigente reiterou que a redução das importações, o aumento das exportações e a expansão do investimento produtivo são metas que exigem liderança activa, coordenação institucional e foco na industrialização.