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Banco Mundial desembolsa USD 20 milhões para resposta às cheias em Moçambique

O Banco Mundial aprovou e desembolsou USD 20 milhões para apoiar a resposta imediata do Governo de Moçambique às cheias e inundações que afectam o País desde Dezembro de 2025. O financiamento, mobilizado através da Janela de Reserva do Programa REPAIR, reforça a capacidade financeira do Estado para assegurar intervenções multissectoriais prioritárias, incluindo assistência humanitária, restabelecimento de serviços essenciais, protecção da saúde pública e mitigação dos impactos socio-económicos.

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O Banco Mundial aprovou e desembolsou USD 20 milhões para apoiar a resposta imediata do Governo de Moçambique à emergência provocada pelas chuvas intensas, cheias e inundações que afectam o País desde Dezembro de 2025.

O financiamento foi mobilizado através da Janela de Reserva do Programa REPAIR (Preparação para Emergências e Acesso à Recuperação Inclusiva), reforçando a capacidade financeira do Estado para assegurar intervenções multissectoriais prioritárias.

O apoio financeiro visa cobrir acções urgentes nas áreas de:

  • assistência humanitária;

  • restabelecimento de serviços essenciais;

  • protecção da saúde pública;

  • mitigação dos impactos económicos e sociais associados ao choque climático.

“Este desembolso permite ao Estado responder com maior agilidade e previsibilidade à crise humanitária, protegendo vidas e infra‑estruturas críticas”, sublinha o Ministério das Finanças.

Aplicação estratégica dos fundos

Os recursos serão canalizados para sectores estratégicos, com destaque para:

  • o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), responsável pela aquisição e distribuição de bens alimentares, tendas, lonas e kits de abrigo;

  • o Ministério da Saúde (MISAU), para garantir medicamentos e insumos médicos essenciais;

  • o Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos (MOPHRH), para kits de higiene, saneamento e abastecimento de água.

O Governo reafirma o compromisso com a gestão prudente, transparente e eficiente dos recursos públicos, em conformidade com o Plano de Resposta à Emergência e os acordos de desempenho estabelecidos com os sectores executores.

O Executivo continuará a aprofundar a cooperação com o Banco Mundial e demais parceiros de desenvolvimento, com vista ao reforço dos instrumentos de financiamento do risco de desastres, à melhoria da resiliência fiscal e ao fortalecimento da capacidade nacional de resposta a choques climáticos.