O olhar económico sobre o futuro de Moçambique.

Daniel Chapo garante que não há abusos no projecto de 20 mil milhões USD em Cabo Delgado

O Presidente da República, Daniel Chapo, reafirmou que investigações conduzidas pela CNDH não encontraram evidências de abusos de direitos humanos no projecto Mozambique LNG, avaliado em 20 mil milhões USD. A posição surge num momento crítico para o relançamento dos mega-projectos da Bacia do Rovuma, que totalizam mais de 50 mil milhões USD. O Governo vê na estabilidade institucional, na monitoria permanente e na credibilidade regulatória factores essenciais para acelerar a retoma económica em Cabo Delgado e garantir previsibilidade aos investidores.

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A visita do Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, à Delegação Provincial da Comissão Nacional de Direitos Humanos (CNDH), em Cabo Delgado, ocorreu num momento crucial para o relançamento económico da província e para a retoma dos mega-projectos de gás avaliados em mais de 50 mil milhões de dólares na Bacia do Rovuma.
No encontro, o Chefe de Estado reafirmou que não existem evidências de violações de direitos humanos associadas ao projecto Mozambique LNG, liderado pela TotalEnergies e avaliado em 20 mil milhões USD, contrariando denúncias internacionais que circularam entre 2024 e 2025.

Chapo diz que investigação nacional não confirma violações

Em Pemba, o Presidente foi taxativo ao afirmar que as acusações relacionadas com alegados abusos no complexo de Afungi são “infundadas” e resultam de episódios de desinformação.

“Enviámos a CNDH para Cabo Delgado, que fez um trabalho profundo e extraordinário, e não constataram as questões evocadas.” — Daniel Chapo

Segundo o Chefe de Estado, a CNDH percorreu vários distritos afectados pelo terrorismo, analisou operações militares, recolheu testemunhos de comunidades e autoridades locais, e não encontrou indícios que sustentem as alegações.

“Pronunciámo-nos a partir de Cabo Delgado dizendo que isso não constitui a verdade.”

Mega-projectos de gás: motor directo da economia nacional

A retoma dos investimentos em Cabo Delgado tem efeitos económicos decisivos para Moçambique.
Entre a TotalEnergies, ExxonMobil e outros parceiros, os projectos da Bacia do Rovuma representam:

  • Mais de 50 mil milhões USD em investimentos estruturantes;

  • 20 mil milhões USD apenas no projecto Mozambique LNG (Área 1);

  • Aumento previsto das exportações acima de 30% quando a produção atingir capacidade plena;

  • Crescimento potencial do PIB real entre 2 e 4 pontos percentuais por ano na fase operacional;

  • Dezenas de milhares de empregos indirectos nas cadeias de logística, construção e serviços especializados;

  • Receitas fiscais e parafiscais superiores a 2 mil milhões USD por ano quando os projectos estiverem maduros.

O Governo sublinha que este retorno económico só será possível com estabilidade institucional, segurança jurídica e credibilidade regulatória — condições essenciais para o avanço das próximas fases de investimento energético.

CNDH reforça Estado de Direito numa província estratégica

A inauguração da delegação provincial da CNDH em Cabo Delgado reforça o compromisso do Estado em garantir direitos, monitorar práticas e consolidar estruturas institucionais numa província marcada por oito anos de terrorismo e por investimentos energéticos de escala global.

“Estamos comprometidos em consolidar o Estado de Direito Democrático e o respeito pelos direitos humanos.” — Daniel Chapo

Este reforço institucional contribui para:

  • maior previsibilidade para investidores;

  • segurança jurídica na execução dos projectos;

  • monitoria contínua das condições sociais;

  • aumento da confiança internacional, determinante para novos desembolsos.

Queixa-crime na Europa não altera posição do Governo

O movimento internacional que levou o Centro Europeu para os Direitos Constitucionais e Humanos (ECCHR) a apresentar uma queixa em França, acusando a TotalEnergies de cumplicidade em alegados crimes de guerra em 2021, não muda a avaliação oficial moçambicana.

A TotalEnergies rejeitou as acusações e afirmou que cooperará plenamente com as autoridades.
A CNDH moçambicana, após investigação própria, concluiu que não encontrou evidências que sustentem os factos alegados.

O Governo considera que estas denúncias surgem num momento sensível: exactamente quando a TotalEnergies se prepara para retomar o maior projecto económico do país, com impacto directo na recuperação económica nacional.