Durante uma visita de alto nível aos Estados Unidos, o Presidente apresentou uma nova visão de diplomacia económica baseada em energia, logística e governação digital.
1
Durante uma visita de alto nível aos Estados Unidos, o Presidente apresentou uma nova visão de diplomacia económica baseada em energia, logística e governação digital.

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, concluiu uma semana histórica de diplomacia económica nos Estados Unidos, marcada por encontros com líderes empresariais e instituições financeiras globais.
A visita reforçou o posicionamento de Moçambique como destino estratégico para o investimento internacional e como potência emergente em energia e logística na região da África Austral.
Em Washington D.C., Chapo apresentou um novo modelo de cooperação baseado em investimento, transparência e governação digital.
“Moçambique quer ser parceiro, não dependente. Queremos atrair capital, gerar empregos e transformar o nosso potencial em desenvolvimento real”, afirmou.
Na Câmara de Comércio dos Estados Unidos, o Chefe de Estado destacou as oportunidades nos setores de portos, energia e infraestruturas, com destaque para o oleoduto do Corredor da Beira, que ligará Moçambique a países vizinhos como Zâmbia, Zimbábue e Congo.
O projeto visa posicionar o país como eixo logístico regional e dinamizar as rotas comerciais da África Austral.
Chapo reafirmou que Moçambique está a investir em grandes centrais energéticas — entre elas Mphanda Nkuwa, Cahora Bassa e Temane — capazes de produzir milhares de megawatts e suprir o défice energético da região.
“Queremos exportar energia e integrar os países da SADC numa matriz energética segura e sustentável”, disse.
O plano energético inclui ainda a central termoelétrica de Temane, avaliada em 650 milhões de dólares, e o projeto eólico de Namaacha, apoiado pela U.S. International Development Finance Corporation (DFC) — prova do reconhecimento internacional da estabilidade de Moçambique.
Durante encontros com a DFC, o Millennium Challenge Corporation (MCC) e investidores privados, o Presidente apresentou as reformas de governação digital em curso, que visam eliminar a burocracia e garantir transparência nos processos administrativos.
“Estamos a digitalizar todos os serviços do Estado para criar confiança e previsibilidade para os investidores”, sublinhou.
As reformas incluem pagamentos electrónicos, licenciamento automatizado e desmaterialização de processos públicos, reduzindo o contacto direto entre cidadãos e instituições e combatendo a corrupção.
Além da energia e logística, Chapo apresentou uma estratégia diversificada de desenvolvimento assente em cinco eixos: energia, agricultura, indústria, turismo e infraestruturas.
No setor agrícola, defendeu a industrialização e o agroprocessamento como motores de emprego e estabilidade social.
No turismo, destacou o interesse de grupos internacionais — como o grupo Aman, que fará sua primeira entrada na África Subsaariana em Moçambique — e convidou investidores para a Conferência Internacional do Turismo, em Novembro, em Vilankulo.
A visita aos Estados Unidos representou um reposicionamento da imagem de Moçambique perante o mundo.
Daniel Chapo apresentou-se como líder de uma nova diplomacia económica, orientada por parcerias transparentes, estabilidade política e crescimento sustentável.
“Moçambique está de volta ao centro do investimento internacional. Não pedimos ajuda. Propomos parcerias”, declarou o Presidente, ao encerrar a missão.