O olhar económico sobre o futuro de Moçambique.

Acordo Moçambique–África do Sul abre nova etapa de integração turística e desenvolvimento económico

Moçambique e África do Sul assinaram o Plano de Acção do Turismo 2026–2030, um instrumento que fortalece a integração turística e económica entre os dois países. O acordo prevê mobilidade facilitada, pacotes combinados, atracção de investimento e dinamização das cadeias de valor turísticas. A assinatura coincidiu com o lançamento da Época do Turismo 2025/2026. Basílio Muhate destacou que a iniciativa vai aumentar fluxos de visitantes e oportunidades económicas, consolidando o turismo como motor da diversificação e do desenvolvimento sustentável.

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Moçambique e África do Sul abriram hoje uma nova fase de cooperação económica e turística com a assinatura do Plano de Acção do Turismo 2026–2030, durante uma cerimónia realizada em Maputo e dirigida pelo Ministro da Economia de Moçambique, Basílio Muhate, e pela Ministra do Turismo sul-africana, Patricia Lille.

O acordo estabelece compromissos estratégicos para transformar o turismo num motor de desenvolvimento regional, reforçando cadeias de valor, circulação de visitantes e investimentos bilaterais.

O instrumento define novas metas para:

  • impulsionar o turismo transfronteiriço,

  • promover pacotes combinados e destinos complementares,

  • reforçar a mobilidade e facilitação de viagens entre os dois países,

  • dinamizar o investimento em infra-estruturas turísticas,

  • aumentar a competitividade dos operadores e serviços turísticos.

A iniciativa alinha-se às prioridades de ambos os governos para fortalecer o sector, que representa um dos pilares mais importantes para a diversificação económica da África Austral.

Lançamento oficial da Época do Turismo 2025/2026

A assinatura do acordo coincidiu com o lançamento da Época do Turismo 2025/2026, marco simbólico que assinala o início de um ciclo renovado de oportunidades para:

  • operadores turísticos,

  • redes hoteleiras,

  • transportadores,

  • pequenas e médias empresas,

  • comunidades que dependem directamente da actividade turística.

O acto destacou-se como ponto de partida para iniciativas conjuntas destinadas a atrair visitantes regionais e internacionais, aumentar receitas e criar empregos.

Segundo Basílio Muhate, o acordo reforça a aposta de Moçambique na integração regional e no desenvolvimento inclusivo:

“Este plano de acção fortalece a cooperação bilateral e permite que ambos os países tirem melhor proveito do seu potencial turístico, promovendo mais investimentos, mais visitantes e mais oportunidades económicas.”

A África do Sul continua a ser o maior mercado emissor de turistas para Moçambique, e o reforço das rotas conjuntas, eventos regionais e produtos turísticos complementares deverá ampliar o fluxo de visitantes e o volume de negócios.

Turismo como motor de desenvolvimento económico sustentável

O Governo moçambicano reafirmou o compromisso com um sector turístico:

  • mais competitivo,

  • ambientalmente sustentável,

  • gerador de emprego,

  • e integrado nas políticas de inclusão económica e territorial.

Moçambique considera que o turismo pode funcionar como plataforma de diversificação, estimulando actividades como transportes, agricultura, artesanato, restauração, logística e serviços.

Com o Plano de Acção do Turismo 2026–2030, os dois países iniciam uma etapa de cooperação baseada na complementaridade, na promoção conjunta de destinos e na modernização das suas cadeias turísticas.

A iniciativa inscreve-se num esforço mais amplo para transformar a região num espaço integrado, competitivo e atractivo para investimento e crescimento económico sustentável.