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Banco de Moçambique mantém juros em 9,25% e alerta para subida da inflação

O Banco de Moçambique decidiu manter a taxa de juro de política monetária (MIMO) em 9,25%, alertando para riscos de subida da inflação. Rogério Zandamela destacou que as perspectivas foram revistas em alta, influenciadas pelo conflito no Médio Oriente e por choques internos como fenómenos climáticos e atrasos nos pagamentos do Estado. Em Fevereiro, a inflação anual fixou-se em 3,2%. Apesar do contexto desafiante, a economia regista crescimento moderado. O Banco Central reafirma política monetária prudente, com prioridade na estabilidade de preços e equilíbrio macroeconómico.

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O Governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, anunciou a manutenção da taxa de juro de política monetária, MIMO, em 9,25%, alertando para o agravamento dos riscos associados à subida da inflação no país.

A decisão foi comunicada no âmbito do Comité de Política Monetária (CPMO), que aponta para o aumento das incertezas externas e internas como principal justificação para a manutenção da taxa.

Segundo o Banco Central, as perspectivas de inflação foram revistas em alta, influenciadas sobretudo pelo impacto do conflito no Médio Oriente na cadeia logística global e nos preços de produtos energéticos e alimentares.

Em Fevereiro de 2026, a inflação anual fixou-se em 3,2%, acima dos 3,0% registados em Janeiro, com tendência de subida no curto e médio prazos.

Riscos internos e externos pressionam preços

Rogério Zandamela destacou que, além dos factores externos, persistem riscos internos relevantes, como os efeitos dos choques climáticos na produção e logística, bem como atrasos nos pagamentos do Estado.

Estes factores, segundo o Governador, contribuem para a pressão sobre os preços e exigem uma postura prudente da política monetária.

Apesar do contexto desafiante, o Banco de Moçambique indica que a economia mantém uma trajectória de crescimento moderado. No quarto trimestre de 2025, o Produto Interno Bruto cresceu 4,7%, após uma contracção no trimestre anterior.

No entanto, prevê-se uma recuperação mais lenta da actividade económica, influenciada pelos efeitos dos choques climáticos e pelo abrandamento da economia global.

O Governador reafirmou que o Banco de Moçambique continuará a adoptar uma política monetária cautelosa, ajustando as suas decisões à evolução dos riscos e incertezas.

A prioridade, segundo Zandamela, é garantir a estabilidade de preços e salvaguardar o equilíbrio macroeconómico do país.