O olhar económico sobre o futuro de Moçambique.

Receitas do Estado atingem 91% da meta anual em 2025

O Conselho de Ministros apresentou o balanço económico de 2025, destacando que as receitas do Estado atingiram 352.690,8 milhões de meticais, equivalentes a 91,4% da meta anual. O PESOE registou execução global de 77%, com 267 indicadores positivos, 93 parcialmente cumpridos e 110 negativos. A despesa pública foi de 449.795,4 milhões de meticais (86,5%), a inflação situou se em 4,37% e as reservas internacionais brutas atingiram 5,7 meses de importação. O Governo sublinhou que os resultados reforçam a confiança na gestão das finanças públicas e sustentam perspectivas de crescimento económico.

12 de Janeiro-2026 verifica-02 thumbnail

O Conselho de Ministros apresentou o Balanço do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE) de 2025, destacando que a cobrança da Receita do Estado atingiu 352.690,8 milhões de meticais, o que corresponde a 91,4% da meta anual.

O relatório aponta que o desempenho global do PESOE foi de 77%, com base em 470 indicadores avaliados:

  • 267 registaram desempenho positivo;
  • 93 atingiram parcialmente a meta;
  • 110 tiveram desempenho negativo.

Este resultado reflecte avanços importantes na execução das políticas públicas, mas também evidencia áreas que necessitam de maior atenção e correcção.

Principais indicadores macro-económicos

O balanço económico de 2025 revela:

  • Receita do Estado: 352.690,8 milhões de meticais (91,4% da meta), contra 91,6% em 2024;
  • Despesa pública: 449.795,4 milhões de meticais, execução de 86,5%, praticamente igual aos 89,7% de 2024;
  • Inflação: 4,37%, superior aos 3,20% registados em 2024;
  • Taxa de câmbio: 63,97 meticais/USD, estável face ao ano anterior;
  • Reservas internacionais brutas (RIB): 5,7 meses de importação, acima dos 5,0 meses em 2024.

O porta‑voz do Governo, Inocêncio Impissa, afirmou que “o desempenho das receitas demonstra a resiliência da economia nacional e reforça a confiança na gestão das finanças públicas, apesar dos desafios internos e externos”.

Impissa acrescentou que o Executivo está empenhado em “corrigir os indicadores que ficaram aquém das metas e consolidar os resultados positivos, garantindo maior eficiência na execução orçamental e maior impacto no desenvolvimento económico e social”.

Contexto das reformas económicas

Este balanço foi apresentado no âmbito da 3.ª Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, que aprovou também medidas estruturantes para reforçar a economia e a administração pública, entre elas:

  • A Estratégia de Reforma e Desenvolvimento da Administração Pública 2026–2035, que visa modernizar a máquina estatal;
  • A Estratégia de Género na Administração Pública III (2026–2030), que promove equidade e combate o assédio;
  • A III Estratégia de Resposta ao HIV/SIDA e Outras Doenças Crónicas na Função Pública (2026–2030), com impacto directo na produtividade e bem‑estar dos trabalhadores;
  • Projectos de expansão logística e industrial, incluindo o Porto de Nacala e o Terminal Logístico de Dondo, que deverão dinamizar o comércio e atrair investimento privado.

Com a execução orçamental próxima das metas e o reforço das reservas internacionais, o Governo acredita que Moçambique está em condições de sustentar o crescimento económico e atrair mais investimento, apesar dos riscos associados à inflação e às condições climáticas adversas.