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Sasol realiza carregamento experimental de Gás de Petróleo Liquefeito nacional e reforça segurança energética

A Sasol realizou o primeiro carregamento experimental de Gás de Petróleo Liquefeito (GPL) produzido em Moçambique. A fábrica de Inhassoro tem capacidade para produzir 30 mil toneladas por ano e poderá substituir 70% das importações actuais. O projecto, avaliado em 1,5 mil milhões de dólares, reforça a segurança energética e cria novas oportunidades industriais e de emprego.

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A multinacional sul-africana Sasol efectuou o primeiro carregamento experimental de Gás de Petróleo Liquefeito (GPL) produzido em território moçambicano, marcando um passo histórico na industrialização energética e na consolidação de Moçambique como fornecedor regional de combustíveis limpos.

A operação teve lugar na nova Fábrica de Processamento Integrado (IPF), localizada em Inhassoro, província de Inhambane, e representa o início da produção doméstica de gás de cozinha, um marco para a segurança energética e a industrialização nacional.

Primeiro gás de cozinha “Made in Moçambique”

O carregamento experimental de GPL nacional simboliza a entrada de Moçambique no grupo restrito de países africanos capazes de processar internamente os seus hidrocarbonetos.

A IPF foi concebida para produzir até 30 mil toneladas de GPL por ano, substituindo cerca de 70% das importações actuais e reforçando a autonomia energética do país.

Segundo o comunicado oficial da Sasol, o gás produzido será destinado ao abastecimento do mercado interno, com prioridade para o consumo doméstico e institucional.

“O carregamento experimental representa a concretização de um objectivo estratégico: transformar os recursos naturais em energia acessível e sustentável para todos os moçambicanos”, afirmou a Sasol, em nota oficial.

Infra-estrutura moderna e impacto industrial

O projecto integra o Plano de Partilha de Produção (PSA), desenvolvido em parceria com o Governo de Moçambique e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH).

A unidade de processamento foi concebida para gerar, além do GPL, cerca de 4 000 barris diários de petróleo leve e 23 PJ de gás natural destinados à Central Térmica de Temane (CTT), com capacidade para produzir 450 megawatts de energia eléctrica.

Com um investimento superior a 1,5 mil milhões de dólares norte-americanos, o projecto reforça o papel da província de Inhambane como polo estratégico da indústria energética moçambicana e cria novas oportunidades de emprego qualificado e de prestação de serviços locais.

Segurança energética e transição sustentável

O Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME) considera o carregamento de GPL um marco decisivo na diversificação da matriz energética nacional, contribuindo para reduzir a dependência externa e promover uma transição gradual para fontes mais limpas e seguras.

A Sasol reafirmou o seu compromisso com a industrialização sustentável e a criação de valor local, assegurando que as futuras fases de expansão incluirão maior participação de empresas moçambicanas e formação de quadros nacionais.

“O GPL nacional é mais do que um produto: é um símbolo de progresso tecnológico e de soberania energética”, sublinhou a Sasol, no seu comunicado oficial.

Com este marco, Moçambique entra numa nova fase da sua política energética, posicionando-se como fornecedor regional de combustíveis limpos e referência em industrialização sustentável na África Austral.