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Porto da Beira investe em novos guindastes para alcançar 700 mil contentores por ano

O Porto da Beira registou um crescimento de 14% no movimento de contentores entre Janeiro e Agosto de 2025, atingindo 297 mil toneladas. Para sustentar o aumento da procura, o porto investirá em novos guindastes pórticos e projeta atingir entre 430 e 450 mil contentores até ao fim de 2025, com capacidade futura para 700 mil toneladas/ano. A modernização ferroviária e a integração regional reforçam o papel estratégico do Corredor da Beira.

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O Porto da Beira reforça a sua competitividade regional com a expansão da capacidade operacional e a aquisição de novos guindastes pórticos, um investimento estratégico destinado a sustentar o aumento do movimento de carga e preparar o terminal para atingir a meta de 700 mil contentores por ano.

Entre Janeiro e Agosto de 2025, o porto manuseou 297 mil contentores, acima dos 259 mil registados no mesmo período de 2024 — um crescimento de 14%, segundo dados avançados pela gestão portuária.

A previsão é de que o terminal ultrapasse 430 a 450 mil contentores até ao final de 2025, aproximando-se do maior volume anual alguma vez registado no Porto da Beira.

“A carga contentorizada prevemos ultrapassar, atingindo cerca de 430 a 450 mil contentores este ano de 2025. Será um marco histórico para o Porto da Beira e para o país”, explicou Miguel de Jenga, Director Comercial da Cornelder Moçambique

Modernização operacional com novos guindastes pórticos

Para antecipar o crescimento do movimento de carga, o porto iniciará ainda este ano a aquisição de novos guindastes pórticos, equipamentos fundamentais para aumentar a velocidade e eficiência das operações.

“Ainda este ano iremos iniciar o investimento na aquisição de novos guindastes pórticos, porque julgamos que iremos atingir, durante a nossa concessão, cerca de 700 mil contentores por ano”, disse Miguel de Jenga.

A modernização deverá reduzir tempos de espera, elevar a produtividade e fortalecer a competitividade do Corredor da Beira, uma das principais rotas logísticas da África Austral.

Linha férrea reabilitada e integração regional

A reabilitação total da linha férrea Beira–Machipanda em território moçambicano já está concluída, reforçando o escoamento de mercadorias para o Zimbabué. Contudo, persistem limitações do lado zimbabueano, que continuam a afectar a fluidez operacional.

Com o aumento do volume de contentores, os investimentos em equipamentos e a operacionalização da linha férrea, o Porto da Beira reforça o seu posicionamento como plataforma estratégica para o comércio regional.

“O Porto da Beira está a consolidar a sua posição de plataforma logística de mercadorias do Zimbabué, do Malawi, da Zâmbia e de parte da RDC na SADC.”
— Miguel de Jenga

A combinação de crescimento operacional, modernização tecnológica e expansão da rede ferroviária confirma o Porto da Beira como um dos principais pilares das exportações e importações dos países do hinterland.