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Retoma do LNG dinamiza cadeias de valor locais e fortalece PME moçambicanas

A retoma do Projecto Mozambique LNG, na Área 1 da Bacia do Rovuma, está a impulsionar as cadeias de valor locais e a fortalecer as PME moçambicanas. O empreendimento prevê a contratação de cerca de 17 mil trabalhadores, com prioridade para cidadãos moçambicanos, dos quais mais de 40% são naturais de Cabo Delgado. Actualmente, mais de cinco mil trabalhadores já estão envolvidos, sendo 80% moçambicanos. Estima-se a alocação de USD 2,5 mil milhões para aquisição de bens e serviços junto de empresas nacionais, promovendo transferência de competências e sustentabilidade do conteúdo local.

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A retoma do Projecto Mozambique LNG, na Área 1 da Bacia do Rovuma, está a impulsionar de forma concreta as cadeias de valor locais e a fortalecer as Pequenas e Médias Empresas (PME) moçambicanas, através da contratação de bens e serviços nacionais e da inclusão da mão-de-obra local.

Durante a fase de construção, o projecto prevê a contratação de cerca de 17 mil trabalhadores, com prioridade para cidadãos moçambicanos, dos quais mais de 40% são naturais da província de Cabo Delgado.

“Neste momento temos mais de cinco mil trabalhadores, dos quais cerca de 80 por cento são moçambicanos, e mais de 40 por cento são de Cabo Delgado”, afirmou o Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, durante a cerimónia oficial.

Além disso, estima-se a alocação de cerca de 2,5 mil milhões de dólares norte-americanos para a aquisição de bens e serviços junto de empresas moçambicanas, promovendo a transferência de competências, o fortalecimento das PME e a sustentabilidade do conteúdo local.

Estratégia estruturada de contratação nacional

O Governo propõe a definição, por Resolução do Conselho de Ministros, de um limiar mínimo entre 10% e 20% do CAPEX do projecto a ser contratado localmente, o que representa entre 2 mil milhões e 5 mil milhões de dólares em oportunidades directas para empresas nacionais e legalmente registadas em Moçambique.

“É crucial elaborar-se um modelo de desenvolvimento de conteúdo local focalizado na adição de valor em Moçambique, através da utilização de Capital Humano, Matéria Prima e Serviços Moçambicanos”, sublinhou o Chefe de Estado.

Durante a fase offshore, o Governo propõe que as operações sejam realizadas através da Base Logística de Pemba, concessionada à Portos de Cabo Delgado (parceria entre os CFM e a ENH), assegurando o controlo da carga e da segurança por entidades nacionais.