O olhar económico sobre o futuro de Moçambique.

Inflação desacelera de 4,69% em Janeiro de 2025 para 3,04% em Janeiro de 2026

O INE anunciou que a inflação homóloga em Moçambique caiu de 4,69% em Janeiro de 2025 para 3,04% em Janeiro de 2026. Alimentação e bebidas não alcoólicas continuam a ser o principal motor da inflação, com variação de 5,72%, enquanto restaurantes e hotéis registaram aumentos de 6,48%. A estabilidade cambial e maior produção agrícola ajudaram a suavizar preços, apesar de subidas pontuais em hortícolas. A desaceleração alivia famílias, favorece empresas e melhora contas públicas. Especialistas alertam para vulnerabilidade a choques externos e internos, exigindo reforço de políticas de estabilidade macroeconómica.

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O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou que a inflação homóloga em Moçambique caiu de 4,69% em Janeiro de 2025 para 3,04% em Janeiro de 2026, confirmando uma desaceleração expressiva no ritmo de crescimento dos preços.

  • Alimentação e bebidas não alcoólicas: continuam a ser o principal motor da inflação, com uma variação homóloga de 5,72%, embora inferior ao ano anterior.
  • Restaurantes e hotéis: registaram aumentos de 6,48%, mas com impacto limitado no índice nacional.
  • Estabilidade cambial: menor pressão sobre o metical reduziu os custos de bens importados.
  • Produção agrícola: maior disponibilidade de produtos básicos ajudou a suavizar os preços, apesar de subidas pontuais em hortícolas como tomate (+16,3%) e couve (+17,2%).

Consequências e perspectivas económicas

  • Famílias: o abrandamento da inflação alivia a pressão sobre o poder de compra, sobretudo em bens essenciais.
  • Empresas: maior previsibilidade nos preços favorece o investimento e o planeamento de custos.
  • Contas públicas: a redução da inflação contribui para estabilizar despesas correntes e melhorar a execução orçamental.
  • Mercado financeiro: abre espaço para ajustes graduais na política monetária, incentivando crédito produtivo.

Apesar da tendência positiva, Moçambique mantém‑se vulnerável a choques externos (como oscilações nos preços internacionais de combustíveis) e internos (eventos climáticos e cheias que afectam a produção agrícola). Especialistas sublinham que será necessário reforçar políticas de prevenção e estabilidade macro-económica para consolidar esta trajectória de desaceleração.