O olhar económico sobre o futuro de Moçambique.

Diplomacia económica poderá render até 75 biliões USD à Moçambique

O Presidente da República, Daniel Chapo, afirmou que a recuperação da confiança internacional poderá traduzir-se em investimentos globais até 75 biliões de dólares, mais de três vezes o PIB nacional. A projecção foi apresentada na Informação Anual à Assembleia da República, destacando os resultados da diplomacia económica, a retoma de mega-projectos no gás e energia, reformas institucionais e a remoção de Moçambique da lista cinzenta do GAFI. Segundo o Governo, a materialização destes compromissos poderá impulsionar o crescimento económico, criar emprego e acelerar a industrialização do país.

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A confiança internacional em Moçambique está a registar uma recuperação significativa e poderá traduzir-se, nos próximos anos, em investimentos globais estimados em cerca de 75 biliões de dólares norte-americanos, um valor equivalente a mais de três vezes o Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

A projecção foi avançada pelo Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, durante a Informação Anual à Assembleia da República sobre a Situação Geral da Nação, apresentada a 18 de Dezembro de 2025, onde destacou os resultados alcançados pela diplomacia económica e pelo reposicionamento institucional do país.

“Caso todos os compromissos de investimento sejam materializados, há possibilidades de o País se beneficiar, nos próximos tempos, de um valor global de cerca de 75 biliões de dólares americanos, o que representa mais de três vezes o nosso PIB”, afirmou o Chefe do Estado.

Diplomacia económica impulsiona reposicionamento externo

Segundo o Presidente da República, o regresso da confiança internacional resulta de uma mudança deliberada de postura do Estado moçambicano, que assumiu a diplomacia económica como eixo central da sua actuação externa, com foco na atracção de investimento, criação de emprego e relançamento da economia.

Ao longo de 2025, o Governo realizou 27 deslocações internacionais, acolheu visitas de alto nível e reforçou o diálogo com parceiros bilaterais, instituições multilaterais e grandes grupos empresariais.

Este esforço permitiu, de acordo com o Executivo, mobilizar compromissos financeiros inéditos e restaurar a credibilidade de Moçambique junto dos mercados internacionais.

Mega-projectos reforçam percepção de estabilidade

O Chefe do Estado destacou que a retoma e o avanço dos mega-projectos estruturantes, sobretudo nos sectores do gás natural, energia, infra-estruturas e turismo, foram determinantes para a melhoria da percepção externa.

Entre os sinais mais relevantes de confiança internacional figuram:

  • a Decisão Final de Investimento da ENI;

  • o levantamento da força maior pela TotalEnergies;

  • a confirmação da entrada da ExxonMobil a partir de 2026;

  • compromissos financeiros expressivos com parceiros do Qatar, Estados Unidos, Europa e Ásia.

Segundo o Governo, estes desenvolvimentos colocam Moçambique no radar dos grandes investidores globais como destino seguro e previsível para investimentos de longo prazo.

Estabilidade política e reformas institucionais

O Presidente da República sublinhou que o regresso da confiança não resulta apenas de factores externos, mas também de reformas internas, incluindo o reforço da estabilidade política, o combate à corrupção, a modernização do Estado e a melhoria do ambiente de negócios.

“Hoje, Moçambique voltou a inspirar confiança e a afirmar-se como um destino atractivo para grandes investimentos”, afirmou Daniel Chapo perante o Parlamento.

O Executivo destaca ainda a remoção de Moçambique da lista cinzenta do Grupo de Acção Financeira (GAFI) como um marco relevante para a credibilidade financeira internacional do país.

De acordo com o Governo, a materialização dos compromissos de investimento poderá ter impacto directo:

  • no crescimento económico sustentado;

  • na criação de milhares de postos de trabalho;

  • no reforço das receitas fiscais;

  • na melhoria das infra-estruturas económicas e sociais;

  • no fortalecimento da posição externa e da balança de pagamentos.

O Presidente da República salientou que estes investimentos representam uma oportunidade histórica para acelerar a industrialização, reduzir a pobreza e consolidar a Independência Económica.

Confiança como activo estratégico

Para o Executivo, a confiança internacional é hoje um activo estratégico da governação, cuja preservação exige continuidade das reformas, transparência, disciplina macroeconómica e estabilidade institucional.

A Informação Anual conclui que o Estado da Nação é de confiança renovada, com Moçambique a entrar num novo ciclo de oportunidades económicas, ancorado em parcerias internacionais sólidas e numa visão de desenvolvimento sustentável e inclusivo.