O olhar económico sobre o futuro de Moçambique.

Economia agrícola sustenta mais de 70% da população

A agricultura continua a ser o principal pilar económico e social de Moçambique, sustentando mais de 70% da população. Em 2025, o sector registou uma produção recorde de 3,4 milhões de toneladas de cereais, além de avanços em leguminosas, raízes e tubérculos, caju, pecuária e avicultura. Segundo o Presidente Daniel Chapo, estes resultados reforçam a segurança alimentar, reduzem a dependência de importações e consolidam a agricultura como eixo central da Independência Económica. O Governo aposta na modernização produtiva, integração em cadeias de valor e resiliência climática.

Economia agricola thumbnail

A agricultura continua a ser o principal pilar de subsistência e estabilidade social em Moçambique, sustentando mais de 70% da população e registando, em 2025, resultados históricos na produção de cereais, num contexto de reforço da segurança alimentar e de consolidação da economia produtiva.

Os dados foram apresentados pelo Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, durante a Informação Anual à Assembleia da República sobre a Situação Geral da Nação, proferida a 18 de Dezembro, em Maputo, onde destacou o papel central do sector agrícola na estratégia de Independência Económica do país.

“A agricultura sustenta mais de 70% da população e continua a ser um pilar central da estabilidade macroeconómica, da segurança alimentar e da geração de rendimento”, afirmou o Chefe do Estado.

Produção de cereais atinge 3,4 milhões de toneladas

Segundo a Informação Anual, a produção agrícola nacional registou resultados encorajadores, com destaque para a colheita de 3,4 milhões de toneladas de cereais, um dos volumes mais elevados dos últimos anos.

Para além dos cereais, o balanço oficial indica ainda:

  • 929 mil toneladas de leguminosas;

  • 10 milhões de toneladas de raízes e tubérculos;

  • 180 mil toneladas de castanha de caju;

  • crescimento de 5% no efectivo bovino;

  • aumento de 26% na produção de ovos;

  • forte expansão da produção nacional de soja.

O Governo considera que estes resultados reflectem avanços na produtividade, na mecanização, na inovação agrícola e na integração gradual dos produtores familiares em mercados formais e cadeias de valor estruturadas.

Agricultura como eixo da segurança alimentar e das exportações

O Executivo sublinha que a agricultura desempenha um papel decisivo na segurança alimentar e nutricional, ao mesmo tempo que contribui para a redução da dependência de importações e para o equilíbrio da balança comercial.

A aposta governamental tem incidido na transformação da agricultura de subsistência numa agricultura moderna, competitiva e orientada para o mercado, capaz de gerar excedentes, dinamizar agro-indústrias e criar emprego, sobretudo nas zonas rurais.

“Transformar a agricultura é essencial para alimentar o país, aumentar a renda dos produtores e gerar divisas”, defendeu o Presidente da República.

Integração em cadeias de valor e ligação à indústria

A Informação Anual destaca igualmente a integração progressiva da agricultura nas cadeias de valor nacionais, articuladas com a indústria transformadora, a logística e os corredores de desenvolvimento.

O Governo aponta o fortalecimento das ligações entre produção agrícola, armazenamento, transporte e processamento como um factor determinante para reduzir perdas pós-colheita, estabilizar preços e aumentar o rendimento dos produtores.

Neste contexto, a agricultura surge como base para o desenvolvimento do agronegócio, da indústria alimentar e da exportação de produtos com maior valor acrescentado.

Resiliência face a choques climáticos

Apesar dos impactos adversos provocados por ciclones e eventos climáticos extremos, o Executivo reconhece a resiliência do sector agrícola, impulsionada pelo esforço das comunidades rurais e por medidas de adaptação em curso.

O Governo tem reforçado a aposta em agricultura resiliente ao clima, incluindo práticas sustentáveis, diversificação produtiva e integração de instrumentos de financiamento e apoio técnico aos produtores.

Para o Executivo, o desempenho da agricultura confirma que o sector é um alicerce estruturante da Independência Económica, ao gerar emprego, assegurar alimentos, dinamizar economias locais e reduzir vulnerabilidades externas.

O Presidente da República sublinhou que a valorização do sector agrícola continuará a ser uma prioridade estratégica nos próximos anos, com foco na produtividade, na competitividade e na inclusão dos pequenos produtores.

A Informação Anual conclui que o Estado da Nação é de confiança renovada, com a agricultura a afirmar-se como um dos principais motores da estabilidade social, do crescimento económico e do desenvolvimento sustentável de Moçambique.