O olhar económico sobre o futuro de Moçambique.

Nova fábrica de grafite coloca Moçambique nas cadeias globais da indústria automotiva e electrónica

A inauguração da Fábrica de Processamento de Grafite de Nipepe, na província de Niassa, marca a entrada de Moçambique nas cadeias globais de valor da indústria automotiva e electrónica. Avaliado em USD 200 milhões, o empreendimento integra prospecção, extracção, processamento e comercialização junto às áreas de ocorrência do minério, reduzindo custos logísticos e assegurando maior valor agregado.

Verifica- 02 de fev-02 thumbnail

A inauguração da Fábrica de Processamento de Grafite de Nipepe, pelo Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, marca a entrada de Moçambique nas cadeias globais de valor da indústria automotiva e electrónica, ao posicionar o País como fornecedor estratégico de grafite de alta pureza para sectores de futuro.

O empreendimento, avaliado em cerca de 200 milhões de dólares norte‑americanos, foi implantado junto às áreas de ocorrência do minério, permitindo integrar prospecção, extracção, processamento e comercialização.

Com capacidade para produzir grafite puro de qualidade internacional, a unidade responde à crescente procura global, sobretudo para:

  • baterias de lítio utilizadas em veículos eléctricos;
  • armazenamento de energia;
  • electrónica de precisão;
  • outras aplicações tecnológicas avançadas.

“Moçambique deixa de ser apenas fornecedor de matéria‑prima bruta e passa a afirmar‑se como produtor e exportador de valor acrescentado”, sublinhou Daniel Chapo.

Impacto económico e social

A fábrica já emprega cerca de 1.000 trabalhadores efectivos e mais de 200 temporários, com previsão de atingir 5.000 postos de trabalho até 2028, tornando‑se uma das maiores do mundo no sector.

O projecto trouxe ainda infra‑estruturas estruturantes para a região, incluindo uma ponte sobre o Rio Lúrio, uma estrada de 110 quilómetros e uma linha eléctrica de 100 quilómetros, beneficiando directamente as comunidades locais.

Assente na valorização de matérias‑primas nacionais, o empreendimento reforça a soberania económica de Moçambique e abre espaço para o abastecimento regional e exportação para os mercados da SADC e da ZCLCA, consolidando a cooperação económica com a República Popular da China.