O olhar económico sobre o futuro de Moçambique.

Plataforma e-BAU chega a 20 distritos e facilita a formalização de negócios

O Governo expandiu a plataforma electrónica e-BAU para 20 distritos de Moçambique, ultrapassando a meta inicial de 17 e atingindo 118% de execução. A medida insere-se na estratégia nacional de digitalização da economia e visa simplificar o licenciamento de empresas, reduzir a burocracia e melhorar o ambiente de negócios. Integrada com o Registo Comercial, a Autoridade Tributária e o INSS, a e-BAU reforça a transparência administrativa e estimula a formalização de micro, pequenas e médias empresas, sobretudo lideradas por jovens e mulheres.

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O Governo de Moçambique expandiu, até ao terceiro trimestre de 2025, a plataforma electrónica e-BAU para 20 distritos do país, superando a meta inicial de 17 e atingindo 118% de execução, segundo o Balanço do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (Bd-PESOE) – III Trimestre de 2025.

A expansão da plataforma enquadra-se na estratégia nacional de digitalização da economia e modernização administrativa, e tem como objectivo facilitar a formalização de empresas, reduzir a burocracia e melhorar o ambiente de negócios, especialmente para Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs).

“A plataforma e-BAU simplifica os processos de licenciamento e representa um passo firme na criação de um ambiente de negócios mais moderno, acessível e competitivo”, destaca o Balanço do PESOE.

Digitalização acelera a formalização de negócios

A plataforma e-BAU (Balcão de Atendimento Único Electrónico) permite o licenciamento online de actividades económicas, diminuindo o tempo e os custos de legalização de empresas e reforçando a transparência administrativa.

Os 20 distritos abrangidos incluem:

  • Cabo Delgado: Mecúfi, Pemba, Metuge e Ancuabe;

  • Niassa: Mecula, Mavago, Muembe, Ngaúma, Chimbonila e Sanga;

  • Manica: Guro, Bárué, Machaze e Macate;

  • Sofala: Chemba, Cheringoma, Chibabava, Marromeu e Maríngue;

  • Zambézia: Nicoadala e Gurué.

O sistema integra-se com as plataformas electrónicas do Registo Comercial, Autoridade Tributária e Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), promovendo uma gestão unificada de dados e maior rastreabilidade nas operações de licenciamento.

“A digitalização do licenciamento empresarial reforça a confiança dos investidores e amplia a base fiscal, ao mesmo tempo que reduz o peso da informalidade sobre a economia nacional”, refere o Balanço do PESOE.

Reforma estrutural para dinamizar o ambiente económico

De acordo com o Balanço, a expansão do e-BAU complementa as reformas fiscais e de ambiente de negócios em curso, orientadas para estimular o investimento privado, atrair parcerias público-privadas e gerar emprego formal.

A medida está alinhada com o Programa Quinquenal do Governo 2025–2029, que define a modernização administrativa e a simplificação dos procedimentos económicos como pilares da eficiência institucional e da competitividade nacional.

O Governo prevê que, até 2026, a plataforma esteja operacional em todos os distritos economicamente activos, permitindo a integração total dos serviços de registo e licenciamento empresarial num único sistema electrónico.

“A utilização da plataforma e-BAU representa um marco na desburocratização do Estado e na promoção de uma economia digital inclusiva”, conclui o Balanço do PESOE.

Impacto económico e social

Com a digitalização dos processos, Moçambique reforça a formalização do tecido empresarial, aumenta a arrecadação interna e melhora a competitividade regional, tornando-se mais atractivo para o investimento nacional e estrangeiro.

A expansão do e-BAU contribui igualmente para maior inclusão económica, ao permitir que empreendedores locais: especialmente jovens e mulheres formalizem os seus negócios de forma rápida e segura, sem necessidade de deslocações a centros urbanos.