O olhar económico sobre o futuro de Moçambique.

Fábrica de cimento terá capacidade de processar 1 milhão de toneladas por ano

O Ministro da Economia, Basílio Muhate, lançou a primeira pedra da futura fábrica de clínker e cimento da Chibabava Cimentos, Lda., em Sofala, num investimento de 280 milhões de dólares enquadrado no Programa Nacional Industrializar Moçambique. O empreendimento terá capacidade para produzir 1 milhão de toneladas de cimento por ano, com potência instalada de 28 MW, tornando-se um dos maiores projectos industriais do sector. A fábrica prevê a criação de empregos directos e indirectos, com foco na juventude local e valorização do capital humano.

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O Ministro da Economia, Basílio Muhate, lançou a primeira pedra da futura fábrica de produção de clínker e cimento da Chibabava Cimentos, Lda., um investimento avaliado em 280 milhões de dólares, enquadrado no Programa Nacional Industrializar Moçambique.

O empreendimento terá capacidade para produzir 1 milhão de toneladas de cimento por ano, com uma potência instalada de 28 MW, posicionando‑se entre os mais relevantes projectos industriais do sector de materiais de construção em Moçambique.

“Este investimento transforma recursos naturais em valor nacional e reforça a base industrial do País”, afirmou Basílio Muhate.

Emprego e valorização do capital humano

A fábrica prevê a criação de empregos directos e indirectos, com especial incidência na juventude local, associada à formação técnica, transferência de conhecimento e valorização do capital humano moçambicano.

Com a entrada em funcionamento da unidade, o Governo espera:

  • reduzir significativamente as importações de cimento;
  • melhorar a balança comercial;
  • aumentar a oferta interna;
  • reduzir os custos de construção, com impactos positivos na habitação, infra‑estruturas e desenvolvimento económico.

Assente na valorização de matérias‑primas nacionais e no reforço das cadeias de valor internas, a fábrica apresenta potencial de abastecimento regional e exportação para os mercados da SADC e da ZCLCA, reforçando, em simultâneo, a cooperação económica entre Moçambique e a República Popular da China.

Com este projecto, Chibabava afirma‑se como um novo polo industrial, onde a pedra deixa de ser apenas recurso natural para se transformar em indústria, emprego e soberania económica.